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Operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes mira pontos de vendas de drogas

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrou na manhã desta sexta-feira (14.06), a Operação Zona Quente para o cumprimento de mandado de busca e apreensão e fiscalização em locais apontados como pontos de venda de drogas, na região do bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.

A ação resultou no fechamento de duas “bocas de fumo”, uma delas instalada em uma distribuidora de bebidas, localizada na Avenida Beira Rio, alvo de dezenas de denúncias, como o comércio de drogas e local de consumo de álcool por menores de idade.

No local, dois homens foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico e duas mulheres foram detidas por servir bebida alcoólica a menor de idade e corrupção de menores.

As diligências na distribuidora foram desencadeadas após os policiais da DRE receberem informações sobre o intenso comércio de drogas no local, além da venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.

Assim que chegaram ao estabelecimento, a equipe da DRE conseguiu identificar os dois jovens suspeitos de atuar com o tráfico de drogas, que ao perceber a presença dos policiais tentaram empreender fuga, porém não conseguiram evitar a abordagem.

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No bolso de um dos suspeitos, os policiais encontraram seis porções de cocaína e R$ 30 em dinheiro, possivelmente oriundo da atividade de tráfico. No banheiro em que o outro jovem havia se escondido, foram encontradas outras nove porções de cocaína, uma porção embalada de maconha em ziplock e R$ 105 em dinheiro.

Os dois suspeitos foram detidos e encaminhados à DRE, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Ainda no local, os policiais visualizaram um menor de idade ingerindo bebida alcoólica e em visível estado de embriaguez. A adolescente estava na companhia de duas mulheres, que foram encaminhadas a delegacia, em razão de entregar bebida alcoólica a menor de idade.

Busca e apreensão

Em outras duas ações para desarticular pontos de venda de drogas na região do bairro Grande Terceiro, as equipes da DRE cumpriram mandados de busca e apreensão em duas residências alvo de denúncias de tráfico.

Em uma das casas, o casal suspeito não foi localizado, porém foram apreendidas no local, material para embalo do entorpecente, sendo confirmado por familiares o envolvimento dos investigados com o tráfico de drogas.

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Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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