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Polícia caça mulher que orientou e filmou decapitação de jovem

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A Polícia Civil identificou mais três envolvidos na morte de Gediano Aparecido da Silva, de 19 anos, que foi decapitado na semana passada em Lucas do Rio Verde. Entre eles está uma jovem de 22 anos, conhecida nas redes sociais como “Princesinha Macabra”, que filmou o crime.

Até o momento apenas um dos suspeitos de envolvimento foi preso.

Gediano, mais conhecido como Gegê, foi decapitado por membros de uma facção criminosa no dia 26 de janeiro.

O crime chamou a atenção pela crueldade com que foi cometido. Gegê foi torturado e decapitado com golpes de facão. Sua cabeça foi jogada em um saco ao lado de um contêiner de lixo no centro da cidade e seu corpo desovado no Rio Piranhas.

Nas imagens do crime, que pelo teor do conteúdo não serão divulgadas, a voz de uma mulher surge orientando os comparsas.

Outro membro sugere matar Gegê a tiros, mas a mulher alerta para a possibilidade do disparo ser ouvido. “Não, não atira não, vai fazer barulho. Só na faca, vai!”, ordenou.

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A mulher mostra os braços propositalmente no vídeo, cobertos por tatuagens. Em entrevista ao programa Olho Vivio, da TV Cidade Verde, o delegado Marcelo Henrique, responsável pelas investigações, afirmou que a suspeita já foi identificada e agora ela, assim como os demais envolvidos, estão na mira da Polícia.

“Nós identificamos pelo menos mais três pessoas. Agora estamos em fase de captura, temos que capturar esses outros elementos. Essa mulher foi identificada, ela está foragida”, disse.

 

Motivação

O que se sabe até o momento, segundo o delegado, é que Gegê comprou drogas com pessoas de fora da facção. Mas não é possível, por ora, apontar se ele era apenas um usuário ou estaria envolvido com o tráfico.

Nas imagens, é possível ver a “Princesinha Macabra” questionando a vítima: “Você tá cabritando aí é?!”. A gíria seria usada justamente para pessoas que compram entorpecentes fora da facção.

Inicialmente Gegê nega a acusação e depois dá um nome que passa a ser discutido por seus executores. “O nome dele tá no B.O aí também”, diz um deles.

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A Polícia segue investigando o crime.

 

FONTE/REPOST: Liz Brunetto – MIDIA NEWS

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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