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Polícia Civil cumpre 35 ordens judiciais para apurar furto de armas de fogo no Fórum de Água Boa

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Água Boa, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13.06), a Operação Dólos, para cumprimento de 35 ordens judiciais, que integram o trabalho de investigação do furto de dezenas de armas de fogo de dentro do almoxarifado do Fórum do município.

Na operação são cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e um de prisão na cidade de Água Boa e dois mandados de busca e apreensão na cidade de Mauá (SP). A operação conta com a participação de mais de 100 policiais civis do estado de Mato Grosso e com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Civil do estado de São Paulo.

As investigações conduzidas pelo delegado de Água Boa, Matheus Soares Augusto, apontam que um prestador de serviço do Fórum, que tinha acesso à sala de armas e de objetos apreendidos, subtraiu diversas armas de fogo que ficavam guardadas no local e as revendeu para criminosos e outras pessoas da cidade.

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Ainda não foi possível confirmar o número de armas subtraídas, mas a estimativa é que sejam mais de 30. As ordens de busca e apreensão tem como foco a localização das armas, assim como angariar outros elementos que possam auxiliar no avanço das investigações e na identificação das pessoas envolvidas no comércio do armamento.

“Com o cumprimento dos mandados esperamos apreender o maior número de armas possível, colher novos elementos que ajudem a esclarecer os fatos, e identificar outras possíveis pessoas envolvidas no crime”, disse o delegado.

Dólos

O nome faz referência ao ardil, a fraude, o engano, a astúcia, as malícias, as artimanhas utilizadas pelos criminosos para subtração das armas de fogo.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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