MATO GROSSO
Quatro motoristas são presos por embriaguez ao volante em Várzea Grande
MATO GROSSO
Quatro motoristas foram presos por embriaguez ao volante na 29ª Operação Lei Seca, na noite de quarta-feira (30.03), na Avenida Dom Orlando Chaves, bairro Ponte Nova, em Várzea Grande.
Na operação, dez condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool, sendo autuados pela prática. Três motoristas se recusaram a fazer o teste de alcoolemia.
Outros 18 motoristas foram detidos por conduzirem sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 36 por estarem com veículo sem registro ou não licenciado.
Nesta operação, foram registrados 78 Autos de Infração de Trânsito (AITs). Vinte e três motoristas assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) sendo 22 por conduzir veículo sem possuir CNH e um por receptação.
Ao todo, 170 veículos foram fiscalizados, dentre eles, 58 foram removidos, dos quais 28 carros e 30 motocicletas. Outros 61 foram autuados. Os agentes recolheram 13 documentos, sendo 10 CNHs e três Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLVs).
A coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), major PM Monalisa Furlan Toledo, chamou atenção para o número de pessoas detidas que não possuem CNH.
A conduta de conduzir veículo sem possuir CNH é uma infração de trânsito prevista no artigo 162, I do Código de Trânsito Brasileiro com penalidade de natureza gravíssima e multa no valor de R$ 880,41.
“Nesta edição tivemos um alto índice de pessoas sem a habilitação, além de ser uma conduta irregular, traz sérios riscos à população como acidentes de trânsito que podem custar uma vida”.
A Lei Seca é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/Sesp) e nesta edição contou com as forças integradas da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Trânsito (BPMTran); da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran); do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Guarda Municipal de Várzea Grande.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.