MATO GROSSO
Sedec participa de missão em polo têxtil no agreste pernambucano
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O objetivo da visita técnica, realizada entre quarta-feira e sábado (24 e 27.05), foi identificar potenciais socioeconômicos que possam promover o desenvolvimento das regiões de Mato Grosso, como a Baixada Cuiabana e o Médio Norte.
A missão conheceu iniciativas produtivas relacionadas ao setor de confecções, como as feiras de Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, Indústria de malha e confecção de camisas e camisetas, além de serviços de bordados e lavanderia industriais.
O superintendente de Programas de Incentivos da Sedec, Adoniram Magalhães, que está em Pernambuco, ressalta que Mato Grosso é o maior produtor nacional de algodão, contudo, não há a cadeia completa da indústria têxtil no Estado. Por isso, os incentivos e as buscas do Governo é atrair empresas para instalarem fiação, tecelagem, tinturaria e confecção no Estado.
“A missão é importante porque podemos compreender como essas cidades, que visitamos, se tornaram uma referência da Indústria de Confecção e como podemos apoiar o desenvolvimento da confecção em Mato Grosso, que consequentemente pode estimular a aceleração da verticalização do algodão em nosso Estado”, destacou o superintendente.
As indústrias têxteis são enquadradas no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic), cujo o percentual do benefício varia de 40% a 90%.
“Mato Grosso possui um cenário atrativo e favorável. Oferecemos programas de incentivos fiscais isonômicos e o Governo do Estado vem investindo em infraestrutura, dentre outras áreas. Tudo isso também favorece a expansão da indústria têxtil. Estamos trocando conhecimento com outros Estados sobre o processo de produção, capacitações, por exemplo, e esse intercâmbio fomenta relações comerciais, visitações e é uma oportunidade de divulgar o potencial do setor têxtil de Mato Grosso para o Brasil, destacou o secretário de desenvolvimento econômico César Miranda”.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.