MATO GROSSO
Sefaz disponibiliza bilhetes eletrônicos do sorteio de quinta-feira (11)
MATO GROSSO
De acordo com dados da Secretaria de Fazenda (Sefaz), dos bilhetes eletrônicos gerados, 2.675.369 são referentes às notas fiscais (NF-e e NFC-e) e 14.377 aos bilhetes de passagens intermunicipais e interestaduais (BP-e). Somente em relação ao BP-e houve um aumento de 20,67% em comparação ao mês de março, quando foram emitidos cerca de 12 mil documentos fiscais com o CPF da pessoa inscrita no Nota MT.
Os mais de 403 mil consumidores vão concorrer aos 1.010 prêmios que, juntos, somam R$ 900 mil. Serão sorteados 1.000 prêmios de R$ 500, cinco de R$ 10 mil, três de R$ 50 mil e dois com o valor máximo, de R$ 100 mil.
Os participantes podem consultar seus bilhetes após fazer login, selecionar a opção Sorteios, escolher Mensal Abril 2023 e, depois, Meus Bilhetes. O arquivo com a lista de bilhetes do sorteio sem a identificação completa do CPF é público e também pode ser consultado e baixado no site ou aplicativo do programa, selecionando o concurso do mês de abril.
O sorteio será transmitido ao vivo nas páginas da Secretaria da Fazenda no Facebook e no Instagram. O resultado fica disponível no site e aplicativo do Nota MT logo após a transmissão.
Como participar?
É muito fácil participar do Nota MT e concorrer aos prêmios. Basta se cadastrar uma única vez no site ou aplicativo do programa e, depois, sempre pedir o CPF na nota nas compras realizadas em estabelecimentos comerciais do estado. Além de participar dos sorteios, a pessoa também ajuda uma entidade social, caso seja sorteada, e exerce sua cidadania fiscal.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.