MATO GROSSO
Sefaz paga R$ 900 mil em prêmios aos sorteados do Nota MT
MATO GROSSO
O pagamento das premiações do Nota MT é efetivado no prazo de até 90 dias, após confirmação da regularidade do sorteado e homologação do resultado pela Controladoria Geral do Estado (CGE), conforme prevê a legislação. Em regra, o primeiro lote de pagamento ocorre no mês subsequente ao sorteio, para os sorteados que estão em situação regular.
Após a emissão da ordem bancária, alguns pagamentos podem não ser efetivados por erros na conta bancária do usuário ou dados informados incorretamente. Nesses casos, a pessoa será notificada para regularizar a situação e, posteriormente, receber o valor.
“Errar o número ou dígito da conta bancária ou selecionar o banco errado são algumas situações que acontecem com frequência e que impedem o recebimento do prêmio. Por isso, é importante que o usuário tenha atenção ao preencher o cadastro do Nota MT, principalmente os dados da conta bancária, para evitar problemas no pagamento da premiação quando ele for sorteado”, explica Gilson Pregely, superintendente de Gestão de Projetos da Sefaz MT.
Para recebimento do valor sorteado, é necessário possuir Certidão Negativa de Débitos (CND) ou Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos (CPEND) e informar corretamente os dados bancários. As informações do banco devem ser preenchidas no cadastro, pelo site ou aplicativo do Nota MT.
Caso a pessoa sorteada tenha alguma irregularidade cadastral ou pendência financeira junto ao Estado, ela terá até 90 dias para regularizar a situação. Após a regularização, começa a contar os 90 dias para a efetivação do pagamento.
A Sefaz ressalta que o valor repassado às entidades sociais, correspondente a 20% do prêmio, não é descontado da premiação paga aos sorteados no Nota MT. No caso dos prêmios de R$ 100 mil, por exemplo, a pessoa sorteada recebe o valor integral e a instituição indicada por ela vai receber outros R$ 20 mil.
Em caso de dúvidas sobre o Nota MT, o usuário pode entrar em contato pela opção ‘Envie uma mensagem’, disponível no site do Nota MT, ou pelo número (65) 3617-2704, de segunda à sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Quem pode participar
Todo cidadão regularmente inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal e que atenda as condições para recebimento do prêmio, como ter conta bancária de sua titularidade, pode participar do Nota MT e concorrer aos sorteios.
Para concorrer aos 1.010 prêmios sorteados mensalmente o cidadão precisa fazer, antes de tudo, o cadastro no site ou aplicativo do programa. Após o cadastro, a pessoa deve exigir a inclusão do CPF na nota fiscal nas compras do comércio local.
Além dos sorteios, o Nota MT oferece outros benefícios como o desconto no IPVA, a ferramenta de pesquisa de preço (Menor Preço) e o acesso facilitado às notas fiscais das compras, mês a mês e anualmente.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.