MATO GROSSO
Sema faz parada ambiental sobre a importância da preservação e uso consciente da água
MATO GROSSO
Duas ações foram realizadas nesta sexta-feira (22): uma na Praça 8 de Abril e a outra na avenida Fernando Correa
No dia em que se celebra o Dia Mundial da Água, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou uma parada ambiental no trânsito de Cuiabá com objetivo de orientar a população sobre a importância da preservação ambiental e recursos hídricos.
O secretário executivo da Sema, Alex Marega, participou da ação pela manhã e ressaltou que a água é o principal recurso natural que temos. “Sem água não há vida. Nós precisamos conscientizar a população o quão importante é sua preservação e a usá-la de forma racional. É um trabalho conjunto entre sociedade, poder público e terceiro setor. A sociedade pode participar dos Comitê de Bacias Hidrográficas, de audiência pública e ajudar a construir uma política de recursos hídricos adequada”.
Segundo a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão da Sema, Juliana Carvalho, a parada ambiental é importante para conversarmos com a população sobre o tema “Todos somos afetados pela gestão das águas e pelas mudanças climáticas”, explica.
Os motoristas que passaram pelo local ouviram as dicas e informações e aprovaram a proposta. “Essa interação foi importante. Água é vida, dependemos dela para tudo, sem a água não vivemos”, destacou o motorista que passou pela ação de manhã, Ademir da Silva Nunes.
“Foi maravilhoso participar. É muito importante essa campanha para a gente mostrar que se cada um fizer um pouquinho economizando água dentro de casa, não jogando lixo na natureza está contribuindo para o meio ambiente”.
Dia Mundial da Água
A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993 e destaca a importância da água doce, assim como defende a gestão sustentável dos recursos hídricos.
As ações da Sema-MT seguem o tema apresentado pela Agência Nacional das Águas (ANA), “A Água nos Une, o Clima nos Move”, para sensibilizar toda a sociedade para o cuidado com as águas do Brasil.
A técnica da Sema e educadora popular em Educação Ambiental, Maria Dulce Resende, destacou que um dos papeis do órgão ambiental é mobilizar, sensibilizar e despertar a população para o cuidado com a água. “Nós utilizamos água para tudo, na saúde, alimentação, lazer, economia. É nosso papel trazer um novo olhar para a água, que é uma relação de cuidado responsável para que não falte para ninguém”.
Programação
A programação começou na quinta-feira (21.03), com a oficina “Mulheres e a Água: como as mudanças climáticas afetam essa relação?”. A ação teve como público-alvo servidoras da Sema e foi ministrada pela servidora pública Rosana Manfrinate, historiadora, mestre e doutora em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A agenda continua no sábado com a “Oficina de pintura em papel semente”, das 9h às 11h, na Área Verde do Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá.
Todas as ações têm a parceria do Programa REM MT, Águas Cuiabá, Museu de História Natural e Secretaria de Estado de Cultura/Grupo Eccos.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.