MATO GROSSO
Serviço de identificação completa 101 anos em Mato Grosso
MATO GROSSO
O Serviço de Identificação no Estado de Mato Grosso completa 101 anos nesta quinta-feira (03.11). O decreto Lei, nº 845, que o instituiu, foi assinado em 03 de novembro de 1921, a partir da criação do Gabinete de Identificação e Estatística Criminal, e publicado no Diário Oficial daquele ano.
O decreto, de número 279, publicado no dia 27 de junho de 1933, regulamentou os procedimentos de identificação civil, criminal e necropapiloscópica, que, naquela época, eram realizados pelas delegacias de polícia às quais o instituto de identificação era vinculado. Os dados eram arquivados em um livro de registro – cada delegacia possuía o seu, contendo RG (registro geral), nome, fórmula datiloscópica e raríssimos livros com fotos.
Entre 1921 e 1976, ano da criação do Instituto de Identificação Aroldo Mendes de Paiva, foram emitidos aproximadamente 900.000 registros. Desde então, Mato Grosso passou a manter um arquivo físico dos prontuários civis – ficha que contêm os dados biográficos e biométricos pertinentes a uma pessoa com o RG expedido no estado. Este arquivo existe até hoje e conta com mais de 3.666.200 prontuários civis custodiados.
Para a diretora Metropolitana de Identificação Técnica, Ângela Quatti Nogarol, a data é motivo de orgulho e satisfação tanto para a instituição quanto para a categoria dos papiloscopistas, por fazerem parte deste processo histórico, cujo maior objetivo é a garantia de cidadania para a população mato-grossense.
A partir de 2019, com a implantação registro biométrico, os prontuários civis passaram a ser gerados e arquivados digitalmente e, atualmente, quase 1,5 milhão de pessoas já possuem seus dados biométricos disponibilizados no Sistema de Identificação.
Além de ser o órgão oficial responsável pela emissão das carteiras de identidade, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também realiza e controla todas as identificações criminais que representam aproximadamente 274 mil registros criminais e das identificações necropapiloscópicas. Estas representam um total de 95% dos cadáveres, de morte violenta, periciados nas unidades de Medicina Legal e identificados oficialmente pelo Instituto de Identificação.
Mesmo representando um serviço antigo, a identificação permanece atual e imprescindível à sociedade, ao acompanhar a evolução das tecnologias e das necessidades da população.
“Trata-se do maior instrumento de cidadania do indivíduo, a sua identidade. Além disso, por ser um trabalho realizado com muito empenho, estamos sempre ampliando nossa capacidade, a fim de atender às populações mais distantes e vulneráveis e, ainda, buscar soluções mais modernas que visem segurança, agilidade e facilidade no atendimento’’, frisou.
A partir de 2023, o Estado se prepara para a implantação do modelo de carteira de identidade nacional e unificada, que integrará os bancos de dados estaduais e nacionais e será vinculada ao número do CPF. O novo RG terá validade de 10 anos para pessoas com até 60 anos de idade. Para os maiores de 60 anos, o RG antigo continuará valendo por tempo indeterminado.
“Este documento será mais seguro e prático. Atualmente, ainda é possível emitir um RG por Unidade de Federação, o que deixará de acontecer no novo modelo. Por ser único, a emissão de uma segunda via poderá ser realizada em qualquer estado em que o cidadão esteja, em razão do compartilhamento dos dados”, citou a diretora.
“A evolução é constante. Hoje, por exemplo, todos os nossos 140 postos de atendimento coletam a biometria de maneira digital. Desde de 2016, os RGs têm sido emitidos com QR Code passíveis de validação, e a partir de 2019 emitimos o RG digital acessado por meio do aplicativo MT Cidadão”, completou.
A nova versão do documento servirá também de documento de viagem para os países do Mercosul, devido à inclusão de um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes. Assim, será possível desburocratizar o acesso e unificar o número do documento dos cidadãos nos Estados, evitando fraudes. O novo modelo prevê a integração de diferentes órgãos, viabilizando as consultas em bases de dados com unicidade de informações relativas aos cidadãos.
Homenagem
Em alusão à data, a Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica entregou à papiloscopista mais antiga em atividade da Politec, Lourdes Rodrigues de Souza Neves, um certificado de menção honrosa pelos serviços prestados à população mato-grossense no desempenho de suas atribuições. Ela atua há 46 anos na instituição.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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