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SES realiza capacitação em Vigilância Epidemiológica da Brucelose Humana

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-MT) promove uma capacitação sobre a Vigilância Epidemiológica da Brucelose Humana para profissionais da saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de aprimorar a detecção e o controle da doença infecciosa no Estado.

O curso ocorre de segunda-feira (17.06) a quarta-feira (19.06), no Auditório Sandrigo Roda, na Superintendência de Vigilância em Saúde, em Cuiabá. O evento é organizado pela SES e conta com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Ministério da Saúde e Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema).

A capacitação tem 68 participantes dos 16 Escritórios Regionais de Saúde (ERS). O curso tem o propósito de aproximar os profissionais do tema e facilitar a compreensão sobre a doença, desde a infecção animal até os sintomas constatados nos pacientes.

A doença é comumente confundida com diversas outras patologias, como dengue ou até mesmo depressão. Por essa razão, o processo de anamnese do paciente precisa levar em consideração o local onde ele vive, a sua atuação profissional e também a necessidade de o médico estar atento aos sintomas, como esclareceu a responsável técnica pelo monitoramento da Brucelose Humana na SES, Fabiana Alves.

“Os sintomas podem parecer com dengue e até depressão. Se o profissional não perguntar para o paciente no que ele trabalha, pode não suspeitar. Então é uma questão mesmo de treinamento dos profissionais de saúde para que eles possam, na amnésia, correlacionar sintomas como febre, artralgia, mialgia, fraqueza, perda de apetite, impotência sexual, aborto, edema testicular, depressão”, contou.

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Já o auditor do Mapa, Alexandre Pontes, reforçou as características do grupo de risco da doença. “Entre o grupo de risco estão principalmente, os profissionais que atuam no campo diretamente com esses animais. Como médicos veterinários e também os responsáveis pela vacinação, já que essa exige um protocolo de segurança rígido para lidar com vírus vivo”, declarou.

O auditor ainda pontuou que Mato Grosso é referência no Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e da Tuberculose Animal.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Alessandra Moraes, é fundamental que haja a notificação dos casos para que o Estado receba os medicamentos necessários. “É importante que possamos notificar os casos, porque o Ministério da Saúde precisa estar a par da situação epidemiológica do Estado para que exista a garantia do envio dos medicamentos necessários”, explicou a superintendente.

O responsável técnico pela Brucelose no Ministério da Saúde, Marcelo Bourdette, também destacou que a atuação positiva do Estado de Mato Grosso no diagnóstico, prevenção e tratamento da doença, além da boa relação entre a Vigilância Epidemiológica e outros órgãos competentes.

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O que é Brucelose Humana?

A Brucelose Humana é uma doença que pode ser transmitida para humanos através de animais contaminados pela bactéria gênero Brucella spp, seja pelo consumo de carne e derivados ou pelo contato direto ou indireto.

Como prevenção, é necessária a vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses. Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser realizada por um responsável técnico ou médico veterinário capacitado e com o uso de equipamentos de segurança.

Entre os sintomas da doença, estão: febre, mal-estar, sudorese (noturna e profusa), calafrios, fraqueza, cansaço, perda de peso e dores (de cabeça, articulares, musculares, no abdômen e nas costas).

Os casos mais comuns são de profissionais que atuam diretamente com os animais ou pessoas que consumiram alimentos contaminados, como leite não pasteurizado e carne de animais contaminados.

O tratamento é oferecido de forma gratuita pelo SUS.

Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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