MATO GROSSO
Setasc realiza serviços de cidadania no Mutirão Social e Comercial do Pedra 90
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Procon Estadual e da Secretaria Adjunta de Direito Humanos, participam do 1° Mutirão Social e Comercial no bairro Pedra 90, em Cuiabá. O mutirão começou nesta quinta-feira (9) e prosseguirá até sexta-feira (10). O Procon, o Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) e servidores da pasta de Direitos Humanos estão no bairro orientando e realizando serviços públicos aos moradores.
De acordo com a secretária-adjunta interina de Proteção e Defesa dos Direitos dos Consumidores, Valquíria Souza, o Procon Estadual sempre participa de ações sociais como essa do Pedra 90. “A presença do órgão de Defesa do Consumidor é importante para levar o conhecimento do direito do consumidor até a população mais carente e que mora distante do centro da capital. Esta é uma grande oportunidade para que de fato o órgão esteja mais próximo da população”.
A equipe da Secretaria Adjunta de Direitos Humanos participa da ação realizando a plastificação de documentos e a solicitação da segunda via de certidões de nascimento, de casamento e de óbito. Os documentos que forem solicitados durante os dois dias do mutirão terão um prazo de 60 a 90 dias para serem entregues ao organizador do mutirão, responsável pela entrega dos mesmos aos solicitantes.
Tatiane Silva, moradora do bairro Pedra 90, acredita que ações como esta deveriam ocorrer com frequência, pois beneficia a população. “Eu mesma, além de plastificar meus documentos, já aproveitei para solicitar a segunda via da minha certidão de nascimento”, concluiu.
O Sine participa do evento com a realização do cadastro e a atualização dos dados para quem está em busca de uma vaga de emprego. “Através das buscas no sistema, e surgindo vaga de emprego, o Sine entrega uma carta de encaminhamento para o trabalhador participar do processo seletivo”, explica Selma Magalhães, técnica de Desenvolvimento Econômico e Social da Setasc.
A equipe do Sine dá orientações para o saque do seguro desemprego, informando quais os documentos para habilitá-lo, e ainda como obter a carteira de trabalho digital.
O Mutirão Comercial é uma ação dos comerciantes do bairro Pedra 90 e acontece na praça principal Ana Martinha, na Avenida Newton Rabello de Castro, do bairro Pedra 90, 403, com atendimento das 09h às 17h.
*Supervisionado por Rose Velasco
Fonte: GOV MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.