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Sinfra apresenta relatório de execução das metas fiscais na Assembleia Legislativa

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) apresentou, nesta segunda-feira (09.05), o desempenho das metas físicas de suas ações prioritárias no 2º semestre de 2021, durante audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento Orçamentário da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

O secretário adjunto de Obras Rodoviárias, Nilton de Britto, afirmou que a Sinfra-MT assumiu metas ousadas para a infraestrutura estadual e lembrou que, no momento, Mato Grosso tem em execução a construção de três das maiores pontes do país: uma de 483 metros sobre o Rio das Mortes, em Cocalinho, e outras duas sobre o Rio Teles Pires na Região Norte, com 550 e 690 metros de extensão, em Alta Floresta e Carlinda, respectivamente.

“É preciso fazer um retrospecto. Quando essa gestão assumiu em 2019, o Estado não tinha recursos e não tinha projetos. O governador Mauro Mendes destinou recursos para que pudéssemos realizar esse grande programa de infraestrutura, com obras em todos os cantos de Mato Grosso”, afirmou.

De acordo com Nilton, a Sinfra-MT conseguiu atingir mais de 90% da meta orçamentária em 2021. “O desafio é constante. Temos mais de 20 mil quilômetros de rodovias não pavimentadas e vamos continuar licitando projetos para serem realizados nos próximos anos”.

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O secretário adjunto de Obras Especiais, Isaac Nascimento Filho, lembrou que o objetivo era chegar ao fim do ano com 98% das obras da copa de 2014 concluídas, o que ocorreu. “Ainda falta concluir a trincheira Jurumirim, que já estamos terminando, a Avenida Archimedes Pereira Lima, que está em andamento, a Avenida 8 de Abril em fase final e o COT da Barra do Pari, que aguarda que um acordo com a empresa executora seja homologado pela Justiça”, disse.

Durante a audiência, o secretário adjunto de Logística e Concessões, Huggo Waterson, apresentou a situação das concessões rodoviárias e das obras em aeroportos, bem como a reforma da balsa do Rio Xingu. Já a secretária adjunta de cidades, Rafaela Damiani, falou sobre as obras civis desenvolvidas pela Sinfra-MT.

A audiência pública foi aberta virtualmente pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco e contou com a participação do presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento Orçamentário, deputado Carlos Avalone.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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