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Sorriso: projeto de unidade farmacêutica passa por adequações e deve ser relicitada mês que vem

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O secretário municipal de Saúde e Saneamento, Luis Fábio Marchioro, informou ao Só Notícias, que a concorrência pública para construção da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), na rua São Borja, no bairro Villa Romana, teve data alterada após realinhamento de preços na planilha orçamentária e voltará a ser licitada no próximo mês (dia 10). Serão destinados cerca de R$ 6 milhões para implantação da unidade.

“Agora conseguimos finalizar e relançar, se tratando apenas de uma questão técnica. Teremos um dos mais modernos centro de abastecimento e distribuição no estado, onde contatemos com empilhadeira e um sistema de ar adequado, pois uma das principais preocupações é a refrigeração que precisa numa temperatura ambiente muito específica por causa dos medicamentos”, descreveu Marchioro.

O gestor de saúde do município ainda destacou fatores como melhores precauções e praticidade na prestação de serviços. “Garantia na qualidade do produto e também na segurança dos medicamentos, um ambiente moderno para entregas, pois quando chegarem os caminhões (com os produtos) teremos um sistema rápido para descarga e acomodação”.

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Por fim, o secretário também relembrou os investimentos mais recentes no escopo da saúde, com quase R$ 12 milhões em medicamentos, reiterando a necessidade de uma estrutura apropriada como a prevista para o CAF. As obras devem ser concluídas em até 9 meses, de acordo com previsão do certame.

Serão 1,9 mil metros quadrados, que conforme o edital, devem ser dívidos entre hall de entrada, área de atendimento, estoque de materiais vacinários, estoque de medicações (gerais, odontológicas e psicotrópicas), ala destinada ao programa “remédios em casa”, sala de embalagens, salão de descarga, setor de quarentena com materiais para proteção individual, vestiários masculino e feminino, além de uma garagem

O atual do CAF (locado), possui 467 metros quadrados e seu sistema de estocagem se encontra em momento crítico devido o espaço, afetando diretamente o atendimento de 50 unidades assistenciais e usuários das Farmácias Cidadãs. No documento oficial ainda consta que a unidade é responsável pelo envio mensal de kits de curativo, alimentação enteral e necessidades especiais a 97 pacientes distribuídos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

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Só Notícias/Guilherme Araújo (foto: divulgação)

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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