MATO GROSSO
Suspeitos jogam gasolina e ateiam fogo em mulher que fica com 80% do corpo queimado em Mato Grosso
MATO GROSSO
A mulher, de 52 anos, foi levada ao hospital municipal de Santo Antônio do Leverger (34 quilômetros de Cuiabá), esta madrugada, com queimaduras de 2º e 3º graus em 80% do corpo, após ser atacada por suspeitos em uma residência do município. Não foi informado seu estado atual de saúde.
Conforme o registro da Polícia Militar, ela estava consciente e relatou que ao atender o chamado no portão, sentiu ser “lançado sobre si um líquido aparentando ser gasolina”. Em seguida os suspeitos atearam fogo nela.
A guarnição esteve na casa para coletar mais informações, quando uma testemunha contou que a ação poderia ter ocorrido em virtude de uma “disputa de terras”, além disso alegou que seriam três suspeitos em uma caminhonete branca.
A testemunha relatou ainda que o mandante do crime seria um homem e, que ele “intitula proprietário de uma terra”. Diante das informações, as equipes fizeram rondas, mas ninguém foi localizado. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: assessoria)
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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