MATO GROSSO
Trabalhadores do Samu são homenageados por serviços prestados à população
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No ano de 2022, o Samu realizou 113.619 atendimentos pela Central de Regulação de Cuiabá; já em 2023, foram atendidas 125.225 ligações pela mesma Central. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 2024, o Serviço já realizou 16.703 atendimentos.
Durante a cerimônia de entrega das moções, a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, enalteceu o trabalho desenvolvido pelos profissionais do Samu.
“A equipe do Samu que trabalha 24 horas, 7 dias na semana, atendendo toda a população. Esse reconhecimento é um grande ganho para todos esses profissionais, que se dedicam muitas vezes em condições difíceis. Como gestora da pasta, fico extremamente grata pelo reconhecimento público de todos esses guerreiros”, destacou.
As moções de aplausos foram entregues por indicação do vereador Dilemário Alencar, que também parabenizou o trabalho desenvolvido pelo Samu em Cuiabá.
“A Câmara Municipal não poderia deixar de fazer essa homenagem, de deixar escrito nos anais o agradecimento aos servidores do Samu. Esses servidores realizam um trabalho heroico todos os dias em nossa cidade, salvando vidas e levando essa prestação de serviço principalmente nos momentos mais difíceis, em que a pessoa se encontra em um acidente ou passa por uma questão médica” afirmou.
Além do município de Cuiabá, o Samu mantido pelo Estado atende a outros 11 municípios: Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Poconé, Juína, Brasnorte, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu, Confresa, Sorriso e Barra do Bugres. Também estão prestes a iniciar as atividades os municípios de Rosário Oeste e Jangada.
A coordenadora do Samu, Silvana Kruger, disse que o serviço prestado em Cuiabá recebe em torno de 347 ligações por dia. Ela também destacou a dedicação das equipes e os investimentos feitos pelo Governo do Estado na modernização das ambulâncias.
“São servidores muito aguerridos, que trabalham 24 horas. Para eles não tem sábado, domingo, feriado, e trabalham com alegria em servir. Para garantir o trabalho da nossa frota, o Governo fez uma aquisição, com recursos estaduais, de 10 novas ambulâncias, e está realizando a reforma no prédio do complexo regulador e também das bases”, acrescentou a gestora.
Em fevereiro de 2024, a SES investiu R$ 4 milhões na renovação da frota do Samu. Com o investimento, as ambulâncias antigas foram substituídas por 10 novas ambulâncias, que são maiores e mais modernas.![]()
Trabalho que salva vidas
Para o presidente do Sindicato de Servidores da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT) e rádio operador do Samu, Carlos Mesquita, o reconhecimento público reforça a importância do trabalho realizado por todos que integram a equipe. Ele também lembrou de servidores que tiveram a suas vidas ceifadas durante a pandemia da Covid-19.
“O Samu é uma família e nós aqui trabalhamos 24 horas para tentar salvar vidas. Quando tem esse tipo de reconhecimento, principalmente aos nossos servidores, a gente fica muito feliz. Na época da pandemia da Covid-19 a gente foi reconhecido, e aí as pessoas parecem que esquecem um pouco. Nós perdemos muitos colegas e a gente continua fazendo esse trabalho, que, de certa forma, é silencioso. Nosso objetivo é sempre salvar vidas”, afirmou.
A auxiliar em regulação médica, a radioperadora Jedcil Magalhães Costa, que é servidora da SES há 20 anos, realizou o sonho de fazer parte da equipe Samu há dois anos.
“Tomei posse em 2004 e para mim é muito gratificante estar no Samu. Eu via a equipe na rua e falava assim: ‘uma hora eu estarei no Samu’. Para mim é uma honra trabalhar com essa equipe, porque nós salvamos a vida, nós somos o serviço imediato”, concluiu a servidora.
O motorista socorrista Alexandre Rodrigo da Silva lembrou os inúmeros pacientes que conduziu e destacou a importância dos condutores socorristas para que os atendimentos ocorram com agilidade e segurança.
“Somos responsáveis pela condução segura da equipe até o local da ocorrência, no destino temos a função de fazer a segurança do local, protegendo nossas equipes e vítima para que não ocorra um novo acidente. Na maioria das vezes, passamos despercebidos, mas somos lembrados quando passamos por vocês pelas ruas da cidade com sirene e giroflex ligados em uma viatura de emergência. Fico feliz por ter conduzido inúmeros pacientes nesses seis anos em que trabalho em uma instituição maravilhosa chamada Samu”, finalizou.![]()
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.