Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Uisa promove treinamento de primeiros socorros na aldeia Umutina

Publicados

MATO GROSSO

Aproximadamente 30 estudantes da Escola Estadual Indígena Jula Paré, de Barra do Bugres (MT), participaram do treinamento de primeiros socorros realizado pelo Programa de Valorização dos Povos Tradicionais da biorrefinaria Uisa, no território indígena Umutina. Durante a programação, foram repassadas técnicas de atendimento a ocorrências de urgência e emergência, com foco na utilização de recursos disponíveis na rotina da população indígena, considerando situações de mal súbito, de possíveis acidentes no cultivo da roça, caça, pesca, coleta de sementes, entre outras atividades.
Formado por 15 aldeias, o território Umutina está localizado a 37 km da Uisa. “Cerca de 500 indígenas vivem na localidade, e as questões de transporte e distância das aldeias até um ponto de atendimento à saúde nos levaram a promover um treinamento com noções básicas de suporte à vida. Com as orientações, é possível identificar e realizar de maneira adequada os primeiros socorros até que a vítima receba ajuda especializada”, relatou o coordenador de Sustentabilidade da Uisa, Luiz Carlos Machado Filho.
Com carga horária de 1h30, o treinamento ministrado pela supervisora de Saúde Ocupacional da Uisa, Silvia da Silva Sobrinho, apresentou técnicas de primeiros socorros que necessitam de intervenção imediata, como engasgos, queimaduras, picada por animais peçonhentos e parada cardiorrespiratória, por exemplo. “A primeira ação diante de uma ocorrência pode determinar a vida e/ou a qualidade de vida dessa vítima. Por isso, é importante saber atuar nos minutos iniciais. Atitudes e manobras simples fazem toda diferença, principalmente diante de uma parada cardiorrespiratória, pois a massagem cardíaca é a única forma de manter a vítima em vida até a chegada de um atendimento especializado”, destacou Silvia.
Importância do aprendizado na escola
O estudante Katã Azonaise Calomezoré foi um dos participantes. “Eu gostei muito, porque se caso acontecer alguma emergência  dentro da aldeia, a gente já sabe como socorrer, dar um apoio até a pessoa do posto chegar para nos ajudar”, pontuou. Por sua vez, o professor Luciano Ariabô Quezo indicou que seria importante que as noções básicas de primeiros socorros fossem incluídas no currículo escolar. “Todos os cidadãos deveriam ter esse entendimento. Com procedimentos relativamente simples, você pode salvar a vida de alguém ou ser salvo. A escola é um dos ambientes em que essa pauta deveria ser naturalizada, promovida de tal forma que os estudantes aprofundem melhor o assunto e, como consequência, levem essa noção, esse entendimento, para o ambiente familiar, multiplicando ainda mais essa questão”, ressaltou.
Sobre a Uisa
Uma das maiores biorrefinarias do Brasil, conta com um modelo de negócios que permite a transformação de matérias-primas renováveis e de seus resíduos em biocombustível, energia limpa, produtos para nutrição e saúde animal, álcool saneantes, alimentos e biofertilizantes derivados da cana-de-açúcar. Localizada em Mato Grosso, a empresa tem como diretriz a maximização da sustentabilidade e a redução das emissões de carbono, a partir do processamento de biomassas.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Sobre retorno de EP: “Quem foi eleito para ser prefeito foi ele”, diz Stopa
Propaganda

MATO GROSSO

“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia

Publicados

em

Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.

A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.

“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.

Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.

Leia Também:  VÍDEO: o secretário de Obras de Cuiabá. José Roberto Stopa, garante que no "Período de Chuva" a Capital não terá mais "Buracos nas Ruas”, entenda

O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.

Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.

O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA