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Xadrez na escola, uma lição muito além do jogo

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Conhecido pelos vários benefícios a quem o pratica, o xadrez vem conquistando cada vez mais espaço dentro das instituições de ensino, como parte do planejamento pedagógico. Quem também entrou nessa partida, que vai muito além do jogo, foi a Escola Estadual Professora “Julieta Xavier Borges”, no município de Barra do Bugres (165 km de Cuiabá no sentido leste).

O sonho antigo da gestão da unidade escolar se tornou realidade no dia 13 de maio, com a implantação de um Clube do Xadrez. O evento ocorreu na Biblioteca Integradora e contou com a presença do idealizador do projeto, o professor de matemática Jonhy Sylla, que, voluntariamente, coordena o clube, em conjunto com o monitor Joelson da Silva Souza, aluno do 8º ano B.

O Clube do Xadrez é um polo de ensino da modalidade, ligado ao Programa de Massificação do Xadrez no Estado de Mato Grosso, projeto apoiado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. A iniciativa tem apoio do Programa de Ampliação do Acesso ao Esporte e Lazer, do Fundo de Desenvolvimento Desportivo (FUNDED-MT).

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Há alguns anos, a pedagoga Sônia Reche iniciou, na escola, o projeto de xadrez, quando alunos ensinavam outros alunos, facilitando, desta forma, a implantação do Clube do Xadrez.

Uma história com muitos personagens principais. Um deles é o professor Cleiton Marino Santana, presidente da Federação Mato-Grossense de Xadrez (FMTX) e diretor da Escola da Escola Arena da Educação José Fragelli.

Também foi imprescindível na implantação do projeto, o professor Douglas Manzan, responsável pela adesão da FMTX ao Clube do Xadrez e por se deslocar até a Arena da Educação em buscas dos kits.  

A Federação disponibilizou tabuleiros com peças em tamanho profissional, relógios de marcação de tempo e material didático para as aulas. Alguns dos alunos, que estão participando do projeto, receberam um tabuleiro e jogo de peças para treinar em casa.

No momento, segundo a diretora da escola, Andreia Rodrigues Geres, o Clube do Xadrez conta com 40 inscritos. “Os integrantes do clube, de diversas turmas do fundamental II da unidade, se reunirão semanalmente, com agenda fixa de dia e horário, para estudar as cartilhas, treinar as jogadas, aprimorar os conhecimentos e se preparar para futuros eventos”, disse.

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Andréia observa que este trabalho é de extrema importância nas escolas, pois, além de todos os seus benefícios na educação, ajuda no desenvolvimento das habilidades cognitivas e não-cognitivas dos alunos. “É um ótimo jogo para aprender a conviver em harmonia com os demais colegas e pares”.

Outro destaque é o empenho dos pais ou responsáveis em incentivar seus filhos na participação e comprometimento em mais essa iniciativa da escola. “Já tínhamos o Clube do Livro em plena atividade. A escola parabeniza a todos os envolvidos, que doaram o seu tempo e o conhecimento para proporcionar essa formação integral, propondo benefícios incalculáveis aos estudantes”, concluiu a diretora.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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