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Rússia acusa EUA de financiarem armas biológicas na Ucrânia

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está reunido hoje (11), em uma sessão extraordinária, após pedido da Rússia, para discutir supostas atividades militares dos Estados Unidos (EUA) com armas químicas e biológicas na Ucrânia. Países negam as acusações.

Vasily Nebenzya, embaixador da Rússia na ONU, afirmou no início da tarde no conselho que há 30 laboratórios biológicos experimentais perigosos na Ucrânia para criar patógenos como a cólera e a leptospirose, financiados pelo Ministério da Defesa dos Estados Unidos, com apoio do Ministério da Saúde americano.

Segundo Nebenzya, a Rússia tem documentos que mostram exemplos chocantes de estudos para criar bactérias a partir de aves com letalidade de até 50% em humanos. Disse haver pesquisas também com parasitas e pulgas e que os Estados Unidos não impedem nem controlam o desenvolvimento dessas doenças.

O embaixador russo afirmou também que a Ucrânia é um país central e que há risco de proliferação de muitas doenças, inclusive para a Europa e a Rússia, e do uso de material com objetivos terroristas. “Armas biológicas não têm fronteiras e nenhum país deve se sentir seguro”, afirmou.

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Ele acusa o Ocidente de cinismo por saber da existência desses laboratórios de armas químicas e biológicas e mesmo assim dizer que está em defesa do povo ucraniano.

Já a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, acusou a Rússia de ter, há muito tempo, um programa de armas biológicas, em violação ao direito internacional. “É a Rússia que tem uma história bem documentada de usar armas químicas e que é uma agressão”.

Ela disse ainda que os Estados Unidos estão preocupados que o pedido da reunião extraordinária do Conselho seja “um esforço de bandeira falsa para que eles ajam. A Rússia tem um histórico de acusar falsamente outros países de violação daquilo que ela própria faz”. Ela demonstrou preocupação, portanto, de que a Rússia esteja se preparando para usar agentes químicos ou biológicos contra o povo ucraniano.

Em uma breve declaração hoje, o presidente americano, Joe Biden, disse que a Rússia pagaria um preço muito alto se usasse armas químicas.

Há, portanto, uma guerra de versões. Enquanto a Rússia acusa Estados Unidos e Ucrânia de estarem realizando exercícios com armas biológicas, os dois países dizem que, na verdade, quem pretende fazer uso dessas armas é a própria Rússia.

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O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, sendo 5 permanentes e 10 não permanentes, que são eleitos para mandatos de dois anos. Os membros permanentes, que têm poder de veto, são: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.

Acusação falsa

A troca de acusações trouxe à tona a lembrança da guerra do Iraque quando, em 2003, uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos invadiu o país. Uma das principais justificativas seria justamente o uso de armas químicas e de destruição em massa por parte de Saddam Hussein. Meses depois, os Estados Unidos reconheceram que o Iraque não tinha tais armas. O conflito durou oito anos e não trouxe estabilidade para o país.

Edição: Valéria Aguiar

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Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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