POLÍCIA
Corpo localizado em decomposição no Coxipó do Ouro é de vítima desaparecida há mais de três semanas na Capital
POLÍCIA
O corpo de um homem que estava desaparecido em Cuiabá, há mais de três semanas, foi localizado durante buscas das equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Núcleo de Pessoas Desaparecidas e Corpo de Bombeiros. Os restos mortais encontrados na região da Ponte de Ferro, no distrito do Coxipó do Ouro, foram identificados por meio de exame necropapiloscópico como sendo de Max Alexandre Dantas Simão, de 37 anos.
Na terça-feira (07), as equipes da DHPP e do NPD estavam em diligências na Ponte de Ferro com um cão farejador dos bombeiros em buscas pelo crânio de outra ossada encontrada na semana anterior na mesma região, quando foram avisadas por pessoa que passava pela área de que dentro da mata, a quase 8 quilômetros de onde estavam, exalava um cheiro muito forte de um local onde parecia ter uma ossada humana.
Os policiais civis e os bombeiros seguiram até o local indicado e localizaram já no início da noite o corpo em estado avançado de decomposição, escondido debaixo de alguns galhos.
As equipes da Politec e Instituto de Medicina Legal foram acionadas e realizaram as perícias no local e encaminharam os restos mortais para exames periciais. Com os dados coletados no local e as informações que o Núcleo de Pessoas Desaparecidas reuniu, havia a suspeita de que o corpo pudesse ser de Max Alexandre, que desapareceu no mês passado.
Familiares da vítima registraram um boletim de ocorrência no dia 04 de junho na 1ª Delegacia de Polícia de Cuiabá informando que ele estava desaparecido há mais de três semanas depois que veio para a Capital morar com seu pai. Ele era usuário de entorpecentes e, desde então, não foi mais visto.
Após a realização do exame necropapiloscópico pela Politec, foi confirmada a identidade da vítima. O estado de decomposição do corpo ainda não permitiu identificar como a vítima foi morta.
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.