POLÍCIA
Polícia Militar apreende quase 100 quilos de pescado irregular
POLÍCIA
A Polícia Militar, por meio da equipe de policiamento do Núcleo de Polícia Militar da cidade de Araguaiana, realizou, na tarde desta sexta-feira (10.06), a apreensão de quase 100 quilos de peixes fora da medida e com indícios do uso de rede de pesca predatória.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais faziam o deslocamento entre os municípios de Barra do Garças e Araguaiana quando notaram um veículo Toyota Corolla que parecia estar carregando grande quantidade de carga, devido a sua traseira estar rebaixada. Diante da suspeita do veículo estar transportando algum tipo de material ilícito, os policiais realizaram a abordagem ao veículo, já entrando no município de Barra do Garças.
Em busca veicular, os policiais encontraram diversos sacos plásticos com grandiosa quantidade de peixes. Ao indagarem os dois indivíduos que trafegavam no veículo sobre a origem dos peixes, ambos teriam informado que haviam pescado uma parte em uma chácara da região e teriam comprado a outra parte de terceiros.
Diante da suspeita dos peixes estarem fora da medida permitida para pesca, os policiais buscaram apoio de agentes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), que constataram se tratar de peixe não somente fora da medida, mas com claros indícios de pesca com rede, prática ilegal nos rios da região.
Diversas espécies de peixes foram apreendidas, entre elas as conhecidas popularmente como pintado, dourado, pacu, entre outras. No total, 96 quilos de pescado ilegal foram apreendidos.
O oficial de dia do 5º Comando Regional acompanhou pessoalmente a doação do pescado, que foi feita para o Centro Educativo Imaculada Coceição, no bairro Vila Maria.
Os indivíduos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia, para as providências que o caso requer.
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.
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