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Câmara reduz a 1/3 consumo de água após gestão sustentável de recursos

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O consumo de água na Câmara dos Deputados foi reduzida a 1/3 do que se gastava em 2000, quando se iniciou um projeto na Casa para promoção do uso racional dos recursos hídricos.

A gestão sustentável da água é parte do tralhado do Serviço de Sustentabilidade da Câmara, conhecido pela sigla EcoCâmara, que completa 20 anos em 2023.

Depositphotos
Congresso Nacional - Brasília - Câmara dos Deputados - Plenário
Vegetação ao redor da Câmara é irrigada com água de reúso

Desde o ano 2000, há um movimento na Casa para enfrentar dois desafios comuns a quem se alinha na solução das crises provocadas por mudanças no meio ambiente: ter água boa e gastar menos. Chefe da seção de Instalações Hidrossanitárias da Câmara, Talita Dornellas diz que o primeiro passo foi monitorar o consumo. Alguns setores, lembra ela, precisam de mais água, como o sistema de ar condicionado e os espelhos d’água na parte externa.

“A gente foi verificando os principais troncos de água dentro de cada prédio e instalando hidrômetros que nos permitiram mapear o consumo de cada setor. Então, se uma perda, um vazamento, algum equipamento com problema, a gente consegue setorizar e atuar mais cirurgicamente no foco ali de perda de água”, explica.

Conhecidos os detalhes do consumo, a segunda etapa foi usar a tecnologia disponível para racionalizar o uso da água. Talita Dornellas cita as torneiras que fecham sozinhas e despejam menos água e dá outros exemplos.

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“Nós temos prédios muito altos. O anexo 1 tem 28 andares. Na parte mais de baixo do edifício, a pressão é muito grande, não precisa. Então, a gente tem reguladores de vazão em função dessa pressão em cada ponto para que desperdice menos água no uso”, afirma. “Os vasos sanitários hoje são com caixa. Você não usa mais aquela descarga que às vezes trava, e a água fica o dia inteiro correndo.”

O uso da tecnologia e o mapeamento do consumo deram bons resultados. No ano 2000, o início do monitoramento, a Câmara gastou 335 milhões de litros de água. Em 2022, foram 113 milhões, um terço do que se consumia duas décadas atrás. Nesse período, a economia foi de R$ 85 milhões.

Mobilização
Esse esforço para racionalizar o uso da água também inclui projetos de lei, como o que institui a Semana Nacional do Uso Consciente da Água (PL 2419/21). A proposta, do deputado Luciano Ducci (PSB-PR), é que a semana englobe o dia 22 de março, que é o Dia Mundial da Água, promovendo atividades sobre a importância do consumo racional e entrando nos calendários das escolas públicas e particulares.

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O parlamentar salienta que é preciso avançar no trabalho de educação e mobilização social. “Várias cidades do Brasil passaram por momentos de racionamento muito severos, acho que ali começou a se mostrar para a sociedade que o assunto é sério, que precisa ser bem cuidado, para que no futuro a gente não tenha novas e graves dificuldade com falta de água”, comenta Ducci.

Talita Dornellas ressalta que o usuário – seja funcionário ou público externo – é o parceiro mais importante nesse empenho coletivo por um melhor uso da água na Câmara.

“O cidadão precisa compreender as ações que a gente faz. Às vezes, o nosso usuário recebe uma torneira que emite um pouquinho menos de água, mas que não torna o uso ruim, porém ele quer aquela água caudalosa, aquela torrente de água.”

Segundo a chefe da seção de Instalações Hidrossanitárias, o próximo passo para consumir água de maneira mais racional na Câmara será investir em reúso. Uma das medidas já implantadas é a utilização de água de poços, que serve para atividades como a manutenção dos jardins.

Reportagem – Cláudio Ferreira (com informações da TV Câmara)
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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