POLITÍCA NACIONAL
Comissão Especial de Combate ao Câncer promove audiência pública nesta sexta
POLITÍCA NACIONAL

A Comissão Especial de Combate ao Câncer promove audiência pública nesta sexta-feira (4), às 10 horas, para debater o orçamento direcionado ao enfrentamento ao câncer no Brasil, além de políticas públicas em torno do tema. O Dia Mundial do Combate ao Câncer é comemorado em 4 de fevereiro.
O debate foi solicitado pelo presidente da comissão, deputado Weliton Prado (Pros-MG). Além de discutir o orçamento para o setor, o deputado pretende reunir informações e levantar ações para ampliar o acesso rápido e adequado ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama, em específico.
“O câncer é considerado uma doença de emergência e um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil. Sobre o câncer de mama, em 2020, 66 mil mulheres foram diagnosticadas com esse tumor no Brasil e cerca de 14 mil brasileiras vão a óbito por conta da doença todos os anos”, disse o deputado. “Reduzir esses números é prioridade da comissão.”
Prado ainda chamou atenção para a campanha do Novembro Azul, de conscientização sobre o câncer de próstata, que existe há dez anos. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens e a causa de morte de quase 30% da população masculina que desenvolve a neoplasia maligna.
Debatedores
Foram convidados para o debate:
- a presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), Marlene de Oliveira;
- o presidente da Ação Solidária às Pessoas com Câncer de Belo Horizonte, Marcelo Luiz Pedroso;
- a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz;
- o presidente do Hospital de Amor de Barretos, Henrique Prata;
- a médica e presidente da Associação Presente de Apoio a Pacientes com Câncer, Priscila Bernardina Miranda Soares;
- a presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Maira Caleffi; e
- um representante do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Ainda não foi definido local para a realização do debate.
Da Redação – AC
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
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Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
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Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
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Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
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Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
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Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
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Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
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Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
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Perda de mercado para concorrentes de outros países.
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Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
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Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
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Carnes bovina, suína e de frango
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Café
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Suco de laranja
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Soja e derivados
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Minério de ferro e aço
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Aeronaves e peças da Embraer
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Cosméticos e produtos farmacêuticos
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Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.