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POLITÍCA NACIONAL

Deputados e especialistas cobram inclusão de medicamento para mielofibrose no SUS

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POLITÍCA NACIONAL

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - O Cuidado com Pessoas com Mielofibrose. Dep. Flávia Morais PDT-GO; Renato Tavares - Médico Hematologista e Diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)
Tavares (no telão): só pacientes dos planos de saúde têm acesso ao medicamento

Deputados e médicos especialistas defendem que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a usar o ruxolitinibe no tratamento da mielofibrose. O debate sobre a utilização do novo medicamento pelos hospitais da rede pública do País aconteceu em audiência pública conjunta das comissões de Seguridade Social e Família, e de Diretos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados.

A mielofibrose é um tipo raro de câncer que afeta as células responsáveis pela produção de sangue na medula óssea A incidência é de 1 caso a cada 200 mil pessoas. A doença atinge principalmente idosos acima de 65 e tem como principais sintomas anemia, inchaço do baço e do fígado, sudorese, febre, desânimo, entre outros. A sobrevida dos acometidos é de 2 a 5 anos em média.

O ruxolitinibe é uma droga relativamente nova, que aumenta a qualidade e o tempo de vida dos pacientes. Ele já foi aprovado e tem sido usado em vários países, como os Estados Unidos e outros da Europa.

O médico e diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, Renato Tavares destacou que, como já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS), o medicamento também já é utilizado nos hospitais da rede privada brasileira. Mas ainda não foi liberado para uso em pacientes da rede pública do País, o que cria uma situação de desigualdade no tratamento entre ricos e pobres e prejudica principalmente a população mais necessitada.

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“Quem tem convênio, ou seja, a medicina dos ricos permite que esses pacientes tenham acesso ao medicamento. E não é admissível que os pacientes do SUS, especialmente aqueles idosos, que são sua maioria, que contribuíram com seu suor para que este País se desenvolvesse, com seu trabalho, e hoje não conseguem ter acesso a essa medicação, que já é no mundo inteiro utilizada e já é aprovada no Brasil para quem tem convênio”, disse Tavares.

Judicialização
A deputada Flávia Morais (PDT-GO) apontou que a demora da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde em aprovar o ruxolitinibe para uso na rede pública prejudica não somente a população. Segundo a parlamentar, o próprio estado brasileiro sofre prejuízos, uma vez que os pacientes têm conseguido acesso ao medicamento com ações na Justiça.

“Como foi aprovado pela Anvisa, esse medicamento acaba sendo entregue ao paciente, mas de uma forma mais difícil para todos. Porque a judicialização traz uma demora para o paciente receber o medicamento. E esse medicamento acaba ficando com um custo mais alto para o poder público, porque ele não participa de um processo licitatório que permita a aquisição com preço menor”, explicou a deputada.

Para o deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), o Ministério da Saúde precisa estar mais atento e acompanhar o avanço da ciência para proporcionar melhor atendimento à população.

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“O próprio Ministério não acompanha a evolução da medicina, dos medicamentos. Hoje nós temos melhores condições de dar maior qualidade de vida para o paciente, com menos efeitos colaterais e com efeito mais produtivo, por assim dizer, mais eficaz”, afirmou Calil.

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - O Cuidado com Pessoas com Mielofibrose. Flávia Maoli Magalhães De Oliveira - Presidente do Projeto Camaleão
Flávia Maoli: o ruxolitinibe traz qualidade de vida aos pacientes

Qualidade de vida
Presidente do projeto Camaleão, ONG de auxílio no tratamento de câncer, Flávia Maoli lembrou uma conversa que teve com um paciente para também defender o uso do ruxolitinibe na rede pública do SUS.

“A pessoa disse: só me lembro que tenho câncer quando eu tomo remédio. E esse é o sonho de qualquer paciente com câncer. Porque a gente sabe que o câncer é uma doença muito desafiadora, é uma doença com muitos sintomas e efeitos colaterais do próprio medicamento. E o ruxolitinibe traz essa qualidade de vida, com um mínimo de efeito colateral”, disse.

A mielofibrose só é curável mediante o transplante de medula óssea, mas muitos pacientes, principalmente os mais idosos, não podem receber esse tipo de tratamento. Por isso as drogas paliativas são necessárias para melhorar qualidade e aumentar o tempo de vida dos pacientes.

Reportagem – Silvério Rios
Edição – Roberto Seabra

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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