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Lira: a Câmara está unida para enfrentar grupos radicais

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Lira discursa na reunião com Lula
Lira discursa em reunião nesta segunda-feira: “os símbolos da República foram atacados”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a aprovação da intervenção federal no governo do Distrito Federal será unânime por parte dos deputados para mostrar que o Congresso está unido. Segundo Lira, os símbolos da República foram atacados. Ele destacou que a Câmara sempre esteve aberta ao povo brasileiro e nunca se renderá aos vândalos e terroristas que participaram dos atos de ontem.

Lira participou nesta noite de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, o 1º vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e os governadores de todos os estados. Ministros e prefeitos também participaram da reunião. O encontro ocorre após os atentados terroristas contra as sedes dos três Poderes ocorridos neste domingo em Brasília por radicais que rejeitam o resultado eleitoral de 2022.

“As instituições não vão parar, vamos fazer uma sessão para aprovar a intervenção na segurança pública do DF, votaremos por unanimidade, simbolicamente, para mostrar que estamos unidos para tomar medidas duras contra esse grupo que tentou deixar a democracia de cócoras. Não terão nosso apoio e que isso jamais se repita no Brasil”, afirmou Lira.

Solidariedade
O presidente Lula afirmou que os governadores vieram para prestar solidariedade ao País e à democracia. Segundo ele, é preciso reparar o que foi feito no passado, como ofensas ao STF e à Justiça Eleitoral. “O que aconteceu ontem já estava previsto. As pessoas nas ruas e na frente dos quartéis não tinham pauta de reinvindicação. Essa gente quer negar o resultado do processo eleitoral, tentando mostrar que há falhas nas urnas”, disse. Segundo Lula, os manifestantes estavam reivindicando golpe. “Era a única coisa que se ouvia falar”, protestou.

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Reunião dos chefes de Poderes, governadores e ministros no Planalto
Reunião dos chefes de Poderes, governadores e ministros no Planalto

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O vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego, afirmou que não se pode deixar de punir contra os que atentaram contra a democracia. “O Senado estará amanhã se reunindo, mesmo sem portas e em meio aos destroços, para deliberar sobre o pedido de intervenção”, disse.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber, afirmou que o Judiciário não vai se render aos atos de violência. “O Supremo foi duramente atacado. Nosso prédio, sobretudo no seu interior, foi destruído, nosso Plenário também. Essa simbologia me entristeceu de maneira enorme, mas quero sinalizar que vamos reconstruí-lo e, no dia 1º de fevereiro, vamos dar início ao ano judiciário e com um Poder mais independente e com um STF se mantendo como guardião da Constituição “, disse Rosa Weber.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que o Ministério Público está mobilizado para impedir que eventos como os que aconteceram no domingo ocorram em outras unidades da Federação. “O Ministério Público e o Poder Judiciário não faltaram ao País”, disse Aras.

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Governadores
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), prestou solidariedade aos chefes de Poderes e disse que o estado disponibilizou efetivos policiais para compor a Força Nacional e vai apoiar medidas de contenção para eventuais atos de violência. “Criamos um gabinete de crise, reunindo todas as forças de segurança, e todos os órgãos de controle para atuar de forma coordenada para identificar todos os que atuam em atos que agridem nossas instituições estabelecidas”, afirmou Leite.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prestou solidariedade às instituições atacadas e defendeu a democracia. “A democracia tem que ser defendida e exaltada. Essa reunião significa que a democracia vai se tornar ainda mais forte”, disse.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), destacou a importância da reunião e declarou apoio a Lula e a todos os chefes de Poderes em razão dos atentados à democracia. “Foi doloroso para nós que amamos a democracia, para todos que lutamos pela democracia, foi muito doloroso ver as cenas de ontem atingindo o coração da República”, lamentou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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