Search
Close this search box.
CUIABÁ

POLITÍCA NACIONAL

Ministro quer incentivar brasileiro a consumir mais pescado para aumentar produção

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

O ministro da Pesca, André de Paula, que esteve na Comissão de Agricultura da Câmara nesta quarta-feira (14) para falar sobre as diretrizes da sua Pasta, afirmou que, diante da insegurança alimentar de parte da população, é importante fazer com que o brasileiro aumente o consumo de pescado. “É um alimento saudável, rico em ômega 3. No mundo, a média per capita de consumo é de 20 kg por pessoa. No Brasil, essa média desce pra 9 kg”, ressaltou.

Segundo o ministro, há diferenças culturais a serem consideradas para transformar o hábito alimentar da população. “Na região Norte do País, a média [de consumo de peixe] é de 20 kg por pessoa, mas na região Sul essa média desce para 4 kg”.

O ministro levou para a audiência pública os secretários das áreas temáticas da Pasta, que apresentaram os principais projetos em andamento. Um deles é justamente a inclusão do pescado na merenda escolar e também no cardápio dos restaurantes universitários, como explicou o Secretário Nacional de Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho.

“Fazer com que os restaurantes universitários passem a comprar produtos oriundos da pesca artesanal, mas, em contrapartida, as universidades vão dar toda a assistência técnica e extensão pesqueira para essas comunidades estarem aptas a fazer isso. É um programa, portanto, de reconstrução da extensão pesqueira no Brasil”, explicou.

Secretária Nacional de Aquicultura, Tereza Nelma disse que a produção pode triplicar nos próximos anos, sendo uma ferramenta para alavancar a economia e combater a fome. Ela falou de ações para desburocratizar licenças ambientais, reverter um quadro de falta de dados e investir em educação, usando, por exemplo, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Leia Também:  Projeto oferece licença de oito dias para advogado em luto

“Nós queremos que esses cursos cheguem lá na ponta, no pequeno e médio produtor. Nós queremos também o apoio ao fortalecimento dos cursos técnicos e universitários em Aquicultura. Vai sair um edital onde nós vamos investir nas universidades, nos institutos federais, para que eles atualizem os seus laboratórios, os seus estudos, para que cada vez mais, a nossa aquicultura brasileira tenha espaço no mundo”, informou.

Na audiência pública, foi destacado ainda o potencial da produção brasileira, já que o País tem 12% das reservas de água doce do planeta, um litoral com 8,5 mil quilômetros de extensão e uma diversidade de raças e ecossistemas.

Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Piso dos Agentes Comunitários. Dep. Albuquerque (REPUBLICANOS - RR)
Albuquerque defendeu planejamento para a pesca em Roraima

O ministro da Pesca, André de Paula, informou que o Brasil produz anualmente 1, 7 milhões de toneladas de pescado e as exportações do produto representam US$ 400 milhões. A atividade reúne mais de um milhão de pescadores e gera 16 mil empregos na indústria.

Entre os desafios da pasta, o ministro citou a melhoria no recadastramento dos pescadores, a busca de isonomia tributária para a ração usada na aquicultura e a retomada das exportações de pescado para a União Europeia, interrompidas em 2018 por conta de exigências sanitárias.

Leia Também:  Conselho de Ética pode analisar pareceres contra deputados do PL e Psol

Problemas
Deputados levaram à cúpula do Ministério da Pesca problemas do setor em vários estados. Parlamentares de Santa Catarina, por exemplo, reclamaram de uma portaria interministerial que, segundo eles, inviabilizou a pesca da tainha. O deputado Albuquerque (Republicanos-RR) falou dos resultados de uma audiência pública que teve a participação de 2 mil pescadores do estado.

“A pesca em Roraima está jogada. Nós temos aproximadamente 6 mil pais de família que estão ali nessa atividade e que não têm uma parceria bem consolidada. Foi dita na audiência pública de um pescador que fez uma pesca de 12 toneladas de peixe e quando chegou na beira do rio, que é em Caracaraí, teve que vender esse peixe a R$ 1, porque não tem onde estocar, o custo-benefício para ele estocar comprando gelo não compensaria”, relatou.

O ministro da Pesca salientou a importância de manter a estrutura da pasta, recriada pelo governo Lula, acrescentando que as mudanças geram instabilidade para o setor. A secretária de Aquicultura, Tereza Nelma, pediu aos integrantes da Comissão de Agricultura reforço no orçamento de 2024 para garantir a continuidade dos programas. Ela afirmou que a próxima fronteira do agro são as águas.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

Publicados

em

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

Leia Também:  Ministro da Defesa nega irregularidades na compra de Viagra; oposição aponta supervalorização

 

Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

Leia Também:  Comissão vai debater ação de indenização para a perda de tempo do consumidor

E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA