POLITÍCA NACIONAL
Sônia Guajajara afirma que a crise dos Yanomami só terá fim após a retirada de garimpeiros
POLITÍCA NACIONAL
Em resposta aos deputados sobre as ações da pasta contra a crise humanitária em que se encontra o povo Yanomami, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou que é difícil solucionar o problema sem conter o avanço de invasores à Terra Indígena Yanomami, que abrange oito municípios dos estados de Roraima e do Amazonas.
Segundo ela, para proteger a segurança desses povos, é preciso expulsar os garimpeiros, que, atualmente, estão em condições de paridade com a população nativa – são cerca de 30 mil indígenas para 20 mil garimpeiros.
A ministra participou de audiência, nesta terça-feira (11), na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados, onde fez um balanço dos 100 primeiros dias do governo Lula.
Para ela, é inadmissível que Roraima tenha como renda principal uma atividade ilícita. Disse também que é necessário analisar todas as faces do garimpo, que envolve desde trabalhadores em situação análogas à escravidão a grandes empresas que lucram com a venda do ouro.
“É importante identificar o caminho do ouro, desde sua exploração até quem está lucrando com isso. E sabemos que sim, tem a conivência de políticos e empresários”, disse. “Essa atividade ilegal foi amplamente incitada na gestão passada. Não só houve uma conivência, como houve uma incitação à exploração garimpeira”, completou a ministra.
Ela informou que a Polícia Federal realizou três operações em território indígena em fevereiro, com bloqueio de R$ 68 milhões da conta de investidores em garimpo ilegal.
Saúde
Em resposta aos deputados Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) e Chico Alencar (Psol-RJ) sobre as medidas de atenção à saúde desses povos, Guajajara citou a construção de hospital em Surucucu (RR), próximo aos indígenas em situação de vulnerabilidade, para evitar a busca de assistência em Boa Vista, o que agravaria ainda mais o sistema de saúde da capital.
“Nós não vamos resolver 520 anos em 100 dias, mas o importante é que temos esse plano de ações a curto, médio e longo prazo”, frisou a ministra.
A deputada Juliana Cardoso (PT-SP), que solicitou o debate, falou da importância do espaço de voz às lideranças indígenas no Congresso. “É importante a gente ter um primeiro encontro com o ministério, que é um reconhecimento internacional da luta do nosso povo”, disse.
Orçamento
A ministra reconheceu que a Pasta ainda precisa lutar por mais recursos. Ela informou que o orçamento do ministério e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) é da ordem de R$ 640 milhões para atender a todo o Brasil. Segundo ela, depois de abatidos os gastos de funcionamento da fundação, sobram cerca de R$ 200 milhões para garantir as atividades finalísticas.
Sônia Guajajara salientou que o ministério ainda enfrenta obstáculos para participar de conselhos em que são discutidas políticas públicas. Ela disse que só recentemente passou a ocupar o conselho do Ministério de Minas e Energia, com o objetivo de pleitear a extensão do programa “Luz para todos” aos povos indígenas.
No entanto, assinalou a titular, ainda falta ocupar lugar no grupo do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, que discute a segurança alimentar, por exemplo, o que seria essencial para tratar da desnutrição indígena.
Sete terras
A ministra também informou que o governo trabalha para a retirada de invasores de sete terras indígenas em situação de intenso conflito, com ênfase nas terras Yanomami, em Roraima, e Mundurucu, no Pará.
A iniciativa está prevista na Medida Provisória 1168/23 que abriu o crédito extraordinário de R$ 640 milhões para ações de proteção de comunidades indígenas, como previsto em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estamos atendendo essa determinação, que é de retirar invasores tanto do garimpo ilegal nos territórios indígenas quanto reduzir a exploração de madeira”, frisou.
Nesse ponto, Sônia citou o exemplo de seu território Araribóia, no Maranhão, onde, além da atuação de madeireiras ilegais, há um intenso conflito entre criminosos e ativistas em defesa do direito indígenas que atuam na ausência do Estado.
Demarcação
Em resposta ao deputado Túlio Gadelha (Rede-PE) sobre o andamento dos processos de demarcação engavetados pelo governo anterior, Sônia disse acreditar que ainda neste mês sejam homologadas ao menos dez áreas indígenas.
“Nós conseguimos concluir dez processos com parecer robusto e com dossiê de cada uma delas, e esses processos foram encaminhados para a Casa Civil (fase anterior à homologação presidencial)”, informou.
Ainda segundo ela, o anúncio deverá ser feito pelo presidente Lula durante o Acampamento Terra Livre, um evento em defesa da pauta dos povos originários que acontece em Brasília (DF), entre os dias 24 e 28 de abril.
Sônia Guajajara também informou que, nos próximos dias, será recriado o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), extinto em 2019. Além disso, o ministério deve anunciar o plano de carreira dos funcionários da Funai.
Drogas
Em resposta à deputada SilviaWaiãpi (PL-AP), que cobrou medidas de combate ao tráfico de drogas entre nações indígenas, a ministra disse que a pasta atua com o Ministério da Justiça e as Organizações das Nações Unidas (ONU) para combater o tráfico nas áreas de fronteira e o crime organizado nos territórios indígenas.
Sônia afirmou que o governo anterior não realizou políticas de proteção das fronteiras, o que agravou a vulnerabilidade dos territórios indígenas a diversos tipos de crime.
“Na gestão passada, houve uma incitação à invasão, aos ataques e à violência nos territórios”, disse.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
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Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
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Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
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Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
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Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
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Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
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Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
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Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
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Perda de mercado para concorrentes de outros países.
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Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
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Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
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Carnes bovina, suína e de frango
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Café
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Suco de laranja
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Soja e derivados
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Minério de ferro e aço
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Aeronaves e peças da Embraer
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Cosméticos e produtos farmacêuticos
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Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.
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MATO GROSSO5 dias atrásItaipava transforma aviso legal em alerta contra o assédio e propõe novo padrão de comunicação no mercado cervejeiroDurante décadas, o texto legal das campanhas de cerveja cumpriu uma função obrigatória. Presente em todas as peças do setor, a mensagem “Beba com moderação” acabou se tornando invisível aos olhos do público. A partir desse diagnóstico e amparada por uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a marca para esse 2026, a Itaipava decidiu ressignificar esse espaço para chamar atenção a um problema urgente da sociedade brasileira: o assédio, especialmente intensificado durante o Carnaval. Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
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