MATO GROSSO
Atleticano provoca rubro-negros com gesto de Hulk e é acusado de racismo
MATO GROSSO
Torcedores do Flamengo acusam um torcedor do Atlético-MG por prática de racismo enquanto o mesmo celebrava a conquista da taça da Supercopa com o gesto da comemoração do atacante Hulk. O homem tinha livre acesso ao gramado da Arena Pantanal e foi gravado por vários rubro-negros que não gostaram da forma em que ele celebrou a conquista inédita do time mineiro, quando alegaram que o atleticano fez movimento de imitar macaco.
Arte/Rodinei Crescêncio

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram a revolta de boa parte dos torcedores do Flamengo com o gesto do torcedor atleticano. “Chamando os outros de macacos, estou passada”, disse uma pessoa. A Polícia Militar chegou a ser acionada para acalmar os ânimos no local, mas ninguém foi preso.
O homem foi gravado fazendo a famosa comemoração do atacante Hulk, que quando marca gol nos jogos celebra o tento com os braços arqueados e saltitando. Durante a decisão na Arena Pantanal, foi possível ver vários atleticanos fazendo o movimento no estádio, o que não agradou boa parte da torcida do Flamengo, que acabou confundindo a celebração como prática racista.
O Atlético-MG sagrou-se campeão após empatar em 2 a 2 com o Mengão no tempo normal, e vencer o adversário por 8 a 7 nas cobranças de pênaltis. A decisão foi disputada nesse domingo (20), na Arena Pantanal, em Cuiabá. O Galo faturou R$ 5 milhões pela conquista da Supercopa, enquanto o Mengão embolsou R$ 2 milhões pelo vice.
As equipes promoveram um grande espetáculo de futebol no estádio mato-grossense, que recebeu mais de 30 mil torcedores flamenguistas para apoiar o time na decisão, mas que acabaram decepcionados com o resultado final da partida.
Presente nas últimas três edições da Supercopa, o Flamengo buscava o tricampeonato do torneio. Em 2020, venceu sem sustos o Athletico-PR por 3 a 0. No ano passado, derrotou o Palmeiras nos pênaltis em decisão emocionante após empate por 2 a 2 no tempo regulamentar. Por sua vez, o Galo, que foi campeão do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil do ano passado, iniciou o ano erguendo mais uma taça.
FONTE/ REPOST: DOUGLAS SANTOS – RD NEWS
MATO GROSSO
A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva
Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.
Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.
A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.
“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”
Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.
Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.
A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.
“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.
Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.
Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.
Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.
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