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Botelho afirma que ainda não há indícios suficientes para anular concurso da Sesp

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Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa (ALMT), o deputado Eduardo Botelho (União Brasil) afirmou que até o momento não há indícios suficientes para anular o concurso da Secretária Estadual de Segurança Pública (Sesp). Ainda em investigação, tem aumentado o número de concorrentes denunciando diversas fraudes na aplicação das provas, realizada no domingo (20).

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“A própria Sesp e Ministério Público estão atentos a isso e será feita análise. Não vejo no momento argumentos suficientes para anular o concurso. Se em algum momento for apresentado algo que possa interferir nos resultados aí sim, a princípio não”, declarou.

De acordo com Botelho, o secretário Alexandre Bustamante (Sesp) garantiu que a Pasta está apurando as denúncias, além de ter estabelecido diálogo com o Ministério Público Estadual (MPE), que recebeu mais de 100 reclamações sobre o processo seletivo.

“O secretário me garantiu que estão tomando todas as providências, inclusive junto ao Ministério Público para que seja dado garantia de que o concurso foi legal e não causa nenhum transtorno para os concorrentes. Se por ventura for comprovado que há algo, será anulado. A principio não há nada que prove, foi o que me garantiu o secretário Bustamante”, completou.

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Foram diversas as diversas reclamações realizadas, como suposto pagamento realizado sem identificação no sistema; candidato que efetuou pagamento e foi impedido de realizar a prova, sob a justificativa de limitação de idade; e até uso de equipamentos eletrônicos em sala e no banheiro.

Além disso, antes mesmo da aplicação das provas, a Polícia Civil já investigava denúncia de fraude envolvendo um policial penal e três alunos de um cursinho, em Cáceres. Todos eles foram presos e, segundo as investigações, um deles teria pago R$ 50 mil para que o agente realizasse a prova em seu lugar.

Ao todo, 66 mil pessoas estavam inscritas. O concurso foi realizado para formação de cadastro de reserva. Entretanto, o governo promete chamar 1.200 classificados ainda em 2022. As provas estavam sob responsabilidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

FONTE/ REPOST: Airton Marques / Do Local – Max Aguiar – OLHAR DIRETO 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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