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Chuva forte em Sinop deixa ruas alagadas e carros submersos

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Diversas ruas e avenidas de Sinop ficaram alagadas e carros ficaram submersos após uma forte chuva atingir o Município na manhã desta quinta-feira (17).

Segundo informações da Polícia Militar, a chuva começou por volta das 5h e continuou intensa até às 9h50. As áreas mais afetadas foram na região central.

Um vídeo divulgado pelo site regional Só Notícias mostra o momento que uma viatura do Corpo de Bombeiros cai em uma valeta de escoamento enquanto trafegava pela BR-163, no perímetro urbano.

Os militares informaram que os bombeiros conseguiram sair a tempo do veículo e não ficaram feridos. Segundo a PM, uma viatura da Polícia também sofreu pane no meio da enxurrada após a água entrar no motor.

Em vídeos feitos por morados também é possível ver ruas invadidas pela enxurrada. Alguns itens chegaram a ser arrastados pelas correntezas.

Apesar dos transtornos, a Polícia Militar informou que não houve registro de pessoas feridas.

Segundo a previsão do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), as chuvas devem continuar caindo no Município durante a tarde e a noite. 

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, informando sobre o risco de tempestade em Sinop.

 

Chuvas em Sorriso

Além de Sinop, a cidade de Sorriso também sofreu com os transtornos causados pela chuva na madrugada de hoje.

O site Portal Sorriso relatou que 20 casas foram invadidas pela água e sofreram estragos devido ao grande volume de chuva. O alagamento chegou a medir um metro em algumas residências.

A Defesa Civil Municipal trabalha para minimizar os impactos negativos da chuva.

Veja os vídeos de Sinop:

FONTE/ REPOST: VITÓRIA GOMES – MÍDIA NEWS 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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