MATO GROSSO
Disparo efetuado por PM em confronto com bandidos matou ex-jogador, afirma delegado
MATO GROSSO
O ex-jogador de futsal, Eurides Moraes, 50 anos, que morreu na última quinta-feira (18), foi atingido por um disparo da arma de fogo de um policial militar, que trocava tiros com bandidos no distrito de Praia Grande, em Várzea Grande. Um único tiro acertou a vítima, no olho. Segundo o delegado Marcel Oliveira, havia 0,1% de chance de Eurides ser atingido pelo tiro.
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (22), para prestar esclarecimentos sobre o homicídio de Eurides Moraes no último dia 18. De acordo com o delegado Marcel Oliveira, responsável pela investigação, a vítima não tinha envolvimento no confronto entre o policial militar e os suspeitos, que teriam tentado roubar o veículo do PM.
“A narrativa do fato se encontra bastante detalhada. Apuramos que estes bandidos teriam perseguido o veículo do PM, quando chegou próximo da ponte, ali justamente nas imediações onde o Eurides se encontrava, um HB20 de cor branca teria atravessado na frente da camionete dele [doPM], e estes bandidos teriam descido deste veículo, momento no qual ele freou o carro, em cima da ponte, e a partir deste momento passou a desferir disparos contra os bandidos, e eles dispararam contra ele. Então, pela dinâmica de onde este policial se encontrava, e os bandidos se encontravam, pelo calibre da arma utilizada pelo policial, tudo leva a crer que o disparo da arma deste policial foi que atingiu fatalmente o Eurides”, disse o delegado.
O caso
Como já noticiado pelo Olhar Direto, no dia do fato, já foi possível identificar na cena do crime disparos aleatórios na região em que o ex-jogador de futsal estava. A 60 metros do local, foram localizadas sete cápsulas, sobre uma ponte, sendo que – possivelmente – de uma delas saiu o projétil que atingiu o ex-jogador.
A DHPP também conseguiu levantar as informações, em conversas com testemunhas, de que no momento dos tiros, foi possível visualizar dois veículos próximo a ponte, sendo que seus ocupantes estavam realizando um tiroteio.
A hipótese é de que um desses disparos tenha atingido o olho da vítima, que morreu instantaneamente.
FONTE/ REPORT: Olhar Direto – Wesley Santiago e Vinicius Mendes / Da Reportagem Local – Fabiana Mendes
MATO GROSSO
“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.
“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.
Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.
“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.
Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.
“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.
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