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Gilberto se diz contra réveillon em Chapada, mas nega que irá orientar prefeito: “mais do que eu falo?”

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O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo criticou mais uma vez a realização de festas de final de ano com aglomerações nos municípios, mas afirmou que os prefeitos têm autonomia para tomar suas decisões. Segundo o secretário, ele já deu todas as orientações possíveis, e os municípios, agora, também precisam se responsabilizar.

“Eu tenho preocupação com toda medida que possa estimular a ampliação da disseminação do vírus. E qualquer aglomeração hoje já está preconizado que é um forte concorrente para que isso aconteça. Então minha preocupação enquanto secretário de saúde sempre vai ser essa. Se pudesse evitar, seria melhor”, afirmou Gilberto na última terça-feira (7).

Figueiredo ainda afirmou que os prefeitos e secretários municipais estão “mais do que orientados” e sabem dos riscos que assumem ao permitirem os eventos. “Como eu já disse, foi eleito, está investido no cargo, tem autonomia para tomar suas decisões, e tem também responsabilidade pelas consequências que isso pode gerar. Então…”, completou.

Ainda segundo o secretário, não há mais necessidade de intervenção do Governo do Estado. “Nossa Senhora… mais do que eu falo, mais do que nós tratamos? Eu acho que não precisa de nada mais oficial do que isso, não [só m]eu, como do país inteiro. Ou será que os maiores centros do país, em que é tradicional esse estilo de eventos, estão desistindo de fazê-lo por quê? Então não há essa necessidade de eu pegar o telefone para tentar dizer a prefeito, secretário, aquilo que é correto fazer. Cada um vai tomar a decisão e se responsabilizar por isso”.

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Para Gilberto, ainda não há condições deste tipo de evento. “Prefiro que isso se evite, que haja o sacrifício. Nós estamos aí 58% por cento da nossa população com duas doses. Nós temos um caminho longo a percorrer até noventa por cento. Então, a gente escolhe os riscos que queremos correr. Se nós queremos ficar vulneráveis ao ponto que já estivemos nessa pandemia ou se nós queremos ainda um sacrifício de todos nós, indistintamente, de usar máscara, evitar as grandes realizações de eventos, enfim, para voltar ao normal. Nós não chegamos nessa condição ainda”, finalizou.

FONTE / REPOST: ISABELA MERCURI- OLHAR DIRETO / DO LOCAL – MAX AGUIAR

 

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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