MATO GROSSO
TRE cassa 2 vereadores; anula toda chapa e muda Câmara em MT
MATO GROSSO
Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) determinou a cassação de dois vereadores eleitos pelo Partido Progressista no município de Carlinda (762 km de Cuiabá); anulou todos votos do partido e mandou que seja feita a recontagem, o que resultará em mudanças na composição do Legislativo Municipal, com nove parlamentares. O relator do processo na Corte Eleitoral foi o juiz Pérsio Oliveira Landin.
O motivo foi uma fraude para preenchimento da cota de gênero, consistente em 30% de candidaturas de mulheres no pleito de 2020. O pivô do esquema foi uma idosa de 66 anos que também foi “punida” com a inelegibilidade juntamente com o suplente Osvaldo Soares Bispo, o Didu.
A idosa recebeu dinheiro do partido, não fez campanha, foi viajar no período das eleições e sequer votou em si própria. Depois que for publicado o acórdão, o juiz responsável pela 24ª Zona Eleitoral de Alta Floresta (804 km de Cuiabá) será comunicado para proceder com a execução e efetuar a recontagem do quociente eleitoral que define os partidos ou coligações que têm direito a ocupar as vagas.
Na prática, o PP que hoje tem a segunda maior bancada com os vereadores Idamásio Barbosa do Nascimento e Gilberto Pisklevitz, o Gilbertão, ficará sem representantes e os votos da legenda serão anulados. O que motivou a propositura da ação foi a candidatura “laranja” de Cícera de Lima Silva, que depois admitiu em juízo que nem ela votou em si própria, pois estava viajando no período das eleições.
Ainda assim, a mulher apresentou uma prestação de contas fake para justificar que teria feito campanha, pois recebeu dinheiro do partido, oriundo do fundo partidário eleitoral. Outra curiosidade do processo é que a candidata laranja, que não votou em si própria, ainda recebeu um voto, embora os próprios amigos e pessoas mais próximas não tivessem conhecimento de que Cícera Lima “disputava” uma vaga de vereadora na Câmara Municipal de Carlinda.
O PROCESSO
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi ajuizada contra todos suplentes do PP e os vereadores eleitos Idamásio e Gilbertão, todos beneficiados pela fraude na campanha para preencher a cota de candidaturas de mulheres. Os autores denunciaram que a candidata Cícera de Lima Silva registrou sua candidatura exclusivamente para preencher a exigência de percentual de gênero de no mínimo 30% de candidatas femininas, como condição para o deferimento de registro de candidatura do DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) do Partido Progressista de Carlinda.
Consta nos autos a candidata não efetuou despesas relevantes em prol de sua candidatura e teve somente um voto no dia da eleição, colodando em xeque a legitimidade de sua candidatura. Alegaram ainda que Cícera estava fazendo campanha eleitoral em favor do candidato Osvaldo, o Didu, também investigado na Aije.
Em decisão assinada no dia 14 de junho de 2021 o juiz Antônio Fábio Marquezini, da 24ª Zona Eleitoral de Alta Floreta, julgou improcedentes os pedidos e extinguiu a Aije com resolução de mérito. Segundo o magistrado, a candidata apresentou prestação de contas com despesas de R$ 2.320 sendo que desse valor R$ 1,6 mil foram em valor estimado e R$ 720 em dinheiro.
Segundo magistrado, tal valor não é tão inexpressivo para uma candidatura ao cargo de vereador numa cidade com cerca de 10 mil habitantes. “Ou seja, de fato, houve dispêndio de recursos pela candidata Cicera de Lima Silva para angariar suas despesas de campanha em prol de sua candidatura”, pontuou o juiz Antônio Fábio Marquezini, ao acrescentar que “some-se ainda que a candidata é filiada ao Partido Progressista desde 29 de junho de 2007, ou seja há mais de 13 anos, fazendo-se concluir que há uma antiga pretensão da candidata em atuar positivamente em nome da grei, seja através de candidatura a cargo eletivo ou em difundir a ideologia do partido. Diferente seria se a mesma se filiasse repentinamente, às vésperas da eleição municipal, o que poderia gerar certa descrença quando associada a sua pífia candidatura a outras evidências constantes dos autos”.
RECURSO NO TRE
Contudo, houve recurso ao Tribunal Regional Eleitoral que foi acolhido por unanimidade durante julgamento nesta terça-feira (8). O Ministerio Público Eleitoral defendeu a reforma da sentença ressaltando que a candidata só teve um voto, mesmo contando com mais de 500 “amigos” no Facebook.
O procurador eleitoral, Erich Raphael Masson, ponderou que amigos de Cícera ouvidos nos processo disseram que nem sabiam que ela era candidata. Segundo o procurador, também não convence o argumento que a candidata era idosa e por estar numa pandemia não fez campanha eleitoral. “Ela nunca se apresentou como candidata, só foi utilizada para cumprimento da cota de gênero”, sustentou o representante do MP Eleitoral ressaltando ainda que a prestação de contas foi fabricada para dar ares de legalidade.
“Ela na verdade fazia campanha para o Osvaldo, candidato a vereador, adversário dela”, afirmou Erich Masson ao defender a cassação de registro e candidatura de todos os suplentes e vereadores do PP beneficiados pela fraude e decretação de inelegibilidade de Cícera e Osvaldo que a chamou para participar da fraude e criar uma prestação de contas “fake”. Em seu voto, o relator Pérsio Landin ressaltou que a própria Cícera não votou nela mesma e disse em audiência que estava viajando no período eleitoral.
“Isso mostra que ela participou dessa fraude. Esse Tribunal já julgou situações muito parecidas e até correlatadas”, ponderou o relator ao votar em consonância com o parecer do MP Eleitoral. “Conheço e dou parcial provimento ao recurso para reformar e cassar o registro de todos candidatos que registraram candidatura pelo PP em 2020 beneficiados pela fraude na cota de gênero”, disse o relator ao impor a cassação dos mandatos de Gilberto e Idamásio, vereadores eleitos pelo PP.
O relator declarou a nulidade dos votos conferidos pelo PP e determinou recontagem e novo calculo, “pois desde o início são votos viciados. Isso é necessário para reajustar os cargos de vereadores em Carlinda”, esclareceu ele ao decretar a inelegibilidade de Cícera de Lima Silva e Osvaldo Soares Bispo.
FONTE/ REPOST: WELINGTON SABINO- FOLHA MAX
MATO GROSSO
Itaipava transforma aviso legal em alerta contra o assédio e propõe novo padrão de comunicação no mercado cervejeiroDurante décadas, o texto legal das campanhas de cerveja cumpriu uma função obrigatória. Presente em todas as peças do setor, a mensagem “Beba com moderação” acabou se tornando invisível aos olhos do público. A partir desse diagnóstico e amparada por uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a marca para esse 2026, a Itaipava decidiu ressignificar esse espaço para chamar atenção a um problema urgente da sociedade brasileira: o assédio, especialmente intensificado durante o Carnaval. Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
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Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024.
“Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis.
“A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN.
Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica.
A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval.
Pacto Ninguém se Cala
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