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TCE-MT entrega Mapas Estratégicos de 106 municípios e homenageia gestores com prêmio de qualidade da gestão pública

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As políticas públicas para o desenvolvimento socioeconômico de 106 municípios serão norteadas, a partir desta quarta-feira (18), pelos Mapas Estratégicos do Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).  Ao receberem os Mapas, em cerimônia no Auditório Conselheiro Lenine de Campos Póvoas, os gestores que aderiram a proposta e autoridades presentes foram contemplados com o Prêmio Rui Barbosa de Gestão de Qualidade.

“Esta entrega é o resultado de uma virada de chave do TCE-MT O Tribunal assimilou uma nova visão institucional, de contribuir para que a gestão pública seja reconhecida nacionalmente pela qualidade dos serviços e políticas públicas implementadas. Então, sem abrir mão das atividades de fiscalização, passamos a adotar uma posição de ficar ao lado do gestor e colaborar para que ele acerte e tenha sucesso na sua gestão”, disse o presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli.

Iniciado pelo presidente em 2022, o GPE conta hoje com 118 municípios adesos, abrangendo 90,5% da população mato-grossense, que é beneficiada com estratégias para a melhoria da saúde, educação, infraestrutura, segurança, economia e assistência social.  “Foi esta nova visão institucional que garantiu a adesão de 85% dos municípios mato-grossenses ao GPE. Tenho muito a agradecer a todos os gestores que colaboraram para o TCE cumprir esta sua nova missão institucional”, completou Novelli.

A Medalha Rui Barbosa, acompanhada por um diploma de honra ao mérito, também foi entregue por José Carlos Novelli às autoridades presentes que contribuem efetivamente para a visão estratégica do TCE-MT. Foram contemplados o governador do estado, Mauro Mendes, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho, o reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Soares da Silva,  o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, e o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga.

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Na ocasião, Mauro Mendes destacou o trabalho do TCE-MT, que vem orientando os gestores sobre a importância do planejamento e da eficiência. “O Tribunal está de parabéns porque fez uma modulação nas suas obrigações constitucionais de fiscalizar contas, indo além, fazendo um trabalho orientativo, de promoção da melhoria da qualidade na administração pública. Isso é fundamental porque os serviços que entregamos em todas as áreas depende da qualidade da gestão pública.”

Já Eduardo Botelho chamou a atenção para o momento de mudanças vivido pelo estado. “O TCE está sendo muito importante nesse processo, porque deixou de ser um órgão que apenas multa, passando a ser participativo, orientando e estando junto aos prefeitos, agindo antes de o erro acontecer. Então parabenizo esta Corte, que realmente fez uma virada de chave, trabalhando de forma integrada com todas as instituições.”

O GPE é executado pela Secretaria de Planejamento e Integração e Coordenação (Seplan) UFMT e a AMM.  A união entre as instituições assegurou que as especificidades de cada município fossem consideradas nos Mapas e garante, além disso, a formação contínua dos gestores.

Foi o que explicou o reitor da UFMT. “Contribuímos para identificar, nas especificidades de cada município, a capacidade de desenvolverem seus sonhos, e os mapas proporcionarão isso. Agradeço a Novelli, mais uma vez, por essa ação magnífica do Tribunal, em, mais do que observar as contas, ensinar boas práticas. Que se possa cada vez mais gastar o recurso público em mais educação, saúde, segurança e saneamento básico.”

Para Alisson Alencar, o trabalho resolve um dos principais problemas da gestão pública brasileira. “Vivemos em um ciclo difícil, no qual gestores capacitados, com uma boa estrutura de governança, administram apenas apagar os incêndios.  Esta entrega é essencial para que os sonhos desses prefeitos se realizem, para que criem metas responsáveis, que contemplem mais de 3 milhões de mato-grossenses que precisam de saúde e educação melhores.”

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Os objetivos traçados nos Mapas estão distribuídos localmente em perspectivas como: sociedade, processos internos, aprendizado, crescimento e finanças. Os eixos estabelecidos deverão evoluir continuamente ao longo dos próximos 12 anos. “Entendemos que seria um grande legado que os prefeitos deixariam para as gestões municipais.  Muito difícil para um prefeito chegar a uma prefeitura e não ter nada planejado, ter que começar do zero, por isso o projeto é de longo prazo”, afirmou o presidente da AMM, Neurilan Fraga.

Com a entrega, o trabalho chega agora à etapa de monitoramento e avaliação da execução dos planos dos municípios. Muitos deles, conforme destacado durante o evento, já apresentam resultados positivos à população.  É o caso de Rondonópolis (217 km de Cuiabá), que, dentre outros, universalizou a educação infantil e a pavimentação asfáltica, segundo contou o prefeito José Carlos do Pátio.

“O Tribunal está orientando para uma política de planejamento e todos os prefeitos estão evoluindo na forma de organizar, sistematizar e atingir seus objetivos. Rondonópolis é um exemplo: temos 100% de rede de esgoto e água tratada, instalamos aterro sanitário, uma usina de reciclagem e implantamos a coleta seletiva”, declarou.

No mesmo sentido, o prefeito de Alto Garças (360 km de Cuiabá), Claudinei Singolano, reforçou a importância de saber investir. “Tivemos agora investimentos em saúde e educação e melhoramos a acessibilidade, então é muito importante saber onde se vai gastar. Hoje, uma das maiores dificuldades entre os municípios é a mão de obra, a contratação de empresas sérias para executar os serviços e vejo que essa aproximação com o Tribunal melhorou também esse processo”, concluiu.

A solenidade integra a comemoração dos 70 anos do TCE-MT, celebrado em 31 de outubro –  clique aqui e confira a programação completa.

Clique aqui e confira a galeria de fotos.

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Férias de julho elevam expectativa de faturamento para maioria dos bares e restaurantes

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Mais da metade dos bares e restaurantes brasileiros espera aumentar o faturamento durante as férias escolares de julho. Segundo pesquisa da Abrasel, 54% dos empresários projetam crescimento nas vendas em relação a um mês comum, sem datas comemorativas ou grandes eventos. Desse total, 44% estimam alta de até 20%, enquanto 10% acreditam em expansão superior a esse percentual.

Na comparação com as férias de julho do ano passado, o cenário também é positivo. Para 58% dos entrevistados, o faturamento será maior neste ano. Outros 22% acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto apenas 10% esperam retração.

O otimismo está relacionado ao impacto que o período costuma ter sobre o fluxo de consumidores. Para 49% dos empresários, as férias de julho são importantes ou muito importantes para o desempenho do negócio. Entre os principais motivos apontados estão o aumento da chegada de turistas e visitantes (49%) e as mudanças na rotina das famílias durante o recesso escolar (43%).

No entanto, o efeito das férias não é uniforme. Em cidades menos turísticas, parte dos bares e restaurantes tende a registrar redução no movimento, o que explica por que 28% dos empresários considera que o período tem pouca ou nenhuma importância para o faturamento.

Para Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT, os dados mostram que o empresário mato-grossense está otimista para este mês de julho, ainda que nosso estado tenha mais gente saindo do que entrando neste período, o mês das férias escolares tende a ter um aumento no fluxo de consumidores, criando um cenário favorável para bares e restaurantes. “A expectativa é de um movimento mais intenso, especialmente para os estabelecimentos que investirem em experiências e atendimento de qualidade para atrair famílias e grupos de amigos”, destaca ele.

Leia Também:  VÍDEO: Com a presença do Ministro das Cidades, Jader Barbalho, o Governador Mauro Mendes, anunciou a liberação de 350 milhões de reais para ajudar a população a dar entrada no financiamento do programa "Minha Casa Minha Vida". O subsídio vai beneficiar a população que ganha até 8 mil reais.

“Julho redistribui o consumo pelo país. Enquanto algumas cidades sentem a queda no movimento porque parte da população viaja, destinos turísticos vivem um dos períodos mais intensos do ano. Cidades associadas ao inverno, como Gramado, Campos do Jordão e Monte Verde, recebem mais visitantes e transformam essa sazonalidade em uma oportunidade para reforçar o caixa e compensar os meses de menor movimento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Copa do Mundo e turismo reforçam cenário favorável

Além das férias escolares, o setor também tem sido beneficiado pela Copa do Mundo, que vem movimentando especialmente os bares nos dias de jogo. Os bons resultados da seleção brasileira aumentam a expectativa do público e devem ajudar a manter os estabelecimentos mais cheios em julho.

Outro fator positivo é o bom momento do turismo internacional. Entre janeiro e maio, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, valor recorde para o período e 11% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.

“A Copa sempre muda o clima do país, e a expectativa é de que o Brasil faça uma grande campanha, chegue à final e conquiste o hexa para completar a festa. Somada às férias de julho e ao aumento do fluxo de turistas, a competição deve seguir enchendo as mesas, reunindo as torcidas e impulsionando o movimento nos negócios”, destaca Solmucci.

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Maio registra desempenho positivo

A pesquisa da Abrasel mostrou ainda que os empresários encerraram maio com indicadores favoráveis. O mês terminou com 39% das empresas operando no lucro. Outras 41% registraram equilíbrio financeiro, enquanto 19% tiveram prejuízo. Na comparação com abril, quase metade dos estabelecimentos (47%) informou crescimento no faturamento. Para 27%, a receita permaneceu estável, enquanto 25% registraram queda. 1% das empresas não existiam em maio.

“Maio costuma ser um mês muito importante para bares e restaurantes porque conta com o Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do setor. O fato de quase metade das empresas ter conseguido ampliar o faturamento em relação a abril mostra resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e forte pressão sobre o caixa”, afirma Solmucci.

Os dados do estudo mostram que apenas 8% dos empresários conseguiram reajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses. Outros 57% reajustaram conforme ou abaixo da inflação, enquanto 35% não conseguiram fazer qualquer reajuste.

A pressão sobre o caixa também aparece na inadimplência. De acordo com o levantamento, 37% dos estabelecimentos possuem algum pagamento em atraso. Entre eles, os principais débitos são impostos federais, mencionados por 75% dos empresários, seguidos pelos tributos estaduais, citados por 44%.

 

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