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Sema participa de treinamento para elaboração do plano operativo das unidades de conservação

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Equipe da Coordenadoria de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) participou de oficina de planejamento para elaboração do Plano Operativo Anual (POA) das unidades de conservação, apoiadas pelo programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

A reunião, que aconteceu por meio de videoconferência entre os dias 7 e 9 de março, foi organizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio). Participaram os Estados de Mato Grosso, Acre, Amapá, Tocantins, Pará e Rondônia.

Na oficina, foi feito treinamento para utilização do sistema e esclarecimento de dúvidas relacionadas à execução dos recursos destinados às Unidades de Conservação. A execução do POA terá início em abril de 2022 com vigência até dezembro de 2023.

A POA tem o objetivo de planejar as atividades nas Unidades de Conservação apoiadas pelo Programa ARPA por meio de manutenção e implantação de sinalização, ações de fiscalização, prevenção e combate a incêndios florestais, pesquisa e monitoramento da biodiversidade, formação e funcionamento do Conselho Gestor, construção e manutenção de infraestrutura, elaboração e revisão do plano de manejo e aquisição e manutenção de equipamentos.

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Mato Grosso tem sete Unidades de Conservação Integral contempladas com recursos do Programa: Parque Estadual Cristalino I e II , Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, Parque Estadual Igarapés do Juruena, Parque Estadual Xingu, Estação Ecológica Rio Ronuro, Estação Ecológica Rio Roosevelt e Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt.

Programa ARPA

É o maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta. Foi lançado em 2002 pelo Governo Federal, com coordenação do Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de apoiar a conservação e o uso sustentável de Sessenta Milhões de Hectares através do fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) na Amazônia.

Regulamentado pelo Decreto Federal nº 8.505. de 20 de agosto de 2015, o programa tem gestão financeira do Funbio, associação sem fins lucrativos sediada no Rio de Janeiro. Os recursos são oriundos de doadores internacionais e nacionais.

O Programa ARPA está em sua terceira fase. O Estado de Mato Grosso iniciou a execução do Programa em 14 de fevereiro de 2005. A Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUCO) é a Unidade Administrativa da SEMA responsável pela execução do Programa em nível estadual.

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Fonte: GOV MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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