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Governo de MT já repassou 120 mil mudas de banana para 50 municípios neste ano

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O Governo de Mato Grosso já repassou mais de 120 mil mudas de bananas para 50 municípios, em seis meses. Essa ação, que integra o programa ‘MT Produtivo Banana’, realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), visa, além de expandir a área do cultivo da fruta no Estado, formar pomares mais produtivos e resistentes a pragas.

Para isso conta com a participação de agricultores familiares, que têm recebido as mudas das variedades de banana maça, terra e nanica, já prontas para o plantio direto no campo.

“Hoje o comércio estadual recorre aos estados de Minas Gerais, São Paulo, Pará e Rondônia para ter a banana nas prateleiras. Nossa proposta é, ao aumentarmos a área do cultivo dessa fruta, fazer com que os agricultores familiares tenham renda, ocupando o espaço no comércio da banana que hoje pertence a outros estados, e junto tornar o Estado autossuficiente na produção da fruta”, explica o engenheiro agrônomo e um dos responsáveis pela aplicabilidade do ‘MT Produtivo Banana’, Leonardo Ribeiro.

Na 1ª etapa, iniciada em janeiro, foram entregues 50 mil mudas de banana da terra, para 14 cidades. Na 2ª fase, 32 municípios receberam no total 60 mil mudas de banana nanica. “No repasse mais recente entregamos 10 mil mudas de banana maça para quatro cidades”, acrescenta o técnico da Seaf. A partir de outubro deste ano, o Governo do Estado retomará os repasses, com previsão de entregas de mais 100 mil mudas.

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Todas as entregas já realizadas são feitas via prefeituras ou associações de produtores rurais, que conhecem de perto a realidade da agricultura familiar local e que definem quais as famílias a serem beneficiadas. Até o final desse ano, a expectativa é de que a Seaf tenha repassado no total 300 mil mudas aos agricultores familiares de todas regiões.

Para o programa foram investidos pelo Governo do Estado R$ 1,5 milhão para a aquisição das mudas.

Produção de banana

No início dos anos de 2.000, Mato Grosso contava com 60 mil hectares do cultivo de banana. Hoje o Estado conta com apenas 7 mil hectares. Essa drástica redução se deve ao praga sigatoka-negra, que ao longo dos anos, causou grandes prejuízos nos bananais brasileiros, ao dizimar plantações ao atacar as folhas das bananeiras. Atualmente o fungo tem controle através do uso de fungicidas, e de uso de variedades mais resistentes.

Mato Grosso ocupa hoje o 18º lugar de área plantada de banana no País, e o 17º no ranking nacional de produção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020.

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Fonte: GOV MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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