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Companhia Raio da PM prende homem com 200 porções de maconha em Cuiabá

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Policiais militares da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) do 1º Comando Regional prenderam um homem de 24 anos por tráfico de drogas, na noite desta terça-feira (20.06), em Cuiabá. Com o suspeito, a PM apreendeu 200 porções de substância análoga a maconha, celulares e R$ 935,00 em dinheiro.

Por volta de 20h40, a equipe do Raio estava em patrulhamento pelo bairro São João Del Rei e recebeu informações de populares sobre um homem que realizava tráfico de entorpecentes pela região. Segundo as denúncias, o suspeito estava utilizando uma motocicleta para cometer os delitos.

De imediato, os policiais militares iniciaram diligências e encontraram um homem pilotando uma motocicleta com as mesmas características informadas na denúncia. Ao se aproximarem, o condutor fugiu em alta velocidade, desrespeitando as ordens de parada, vindo a perder controle do veículo e cair no solo alguns metros depois.

Os policiais realizaram abordagem ao suspeito, que ainda tentou resistir mas acabou sendo detido. Em revista pessoal, foram localizadas a quantia de R$ 50,00 e duas porções de maconha.

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Questionado sobre o material, o suspeito confessou a prática do tráfico de drogas e que utilizava a motocicleta para entrega dos materiais ilícitos. O criminoso ainda disse que em sua residência teria outras porções da mesma droga e levou os militares até o local.

No endereço, foram realizadas buscas no imóvel, onde foram localizados os entorpecentes restantes guardados dentro de três potes de vidros, totalizando 200 porções de maconha. Na casa também foram encontrados celulares, balança de precisão e as quantias de R$ 885,00 em dinheiro e 10 notas antigas de cruzeiro.

Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a Central de Flagrantes, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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