MATO GROSSO
Secel realiza quinta e última etapa regional dos Jogos Abertos Mato-grossenses 2023
MATO GROSSO
A abertura oficial do evento acontece nesta sexta-feira (27.10), às 19h30, no Ginásio de Esportes Fraternal, que fica no centro da cidade. As competições começam na manhã de sexta-feira (27.10) e prosseguem até domingo (29.10).
Em 2023, a competição da categoria adulta conta com cinco etapas regionais que classificam as duas seleções primeiras colocadas, por modalidade e gênero, para a fase estadual. Nessa última etapa regional, as vagas são disputadas por 45 equipes masculinas e femininas.
Cerca de 600 pessoas, que incluem atletas e técnicos, integram as delegações dos municípios de Alta Floresta, Colíder, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Itaúba, Lucas do Rio Verde, Matupá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Canaã do Norte, Peixoto de Azevedo, Sinop e Terra Nova do Norte.
As competições ocorrem em cinco espaços esportivos de Colíder. Os jogos de basquetebol serão realizados no Ginásio Roque Guedes, os de handebol, no Ginásio Fernanda Alvim, e os de futsal acontecem no Ginásio Fraternal. Já as partidas de voleibol serão distribuídas nos Ginásios da AABB e da Escola Atalaia.
De acordo com o superintendente de Desporto Escolar da Secel, Marcelo Cruz, a realização das cinco etapas regionais ajuda a fomentar as práticas esportivas da categoria adulta em todos os cantos do Estado.
“O resultado está sendo muito bom pois movimentamos uma faixa etária que tinha carência de competições esportivas e conseguimos fazer isso por todo o Estado. Como consequência, a etapa estadual será mais fundamentada, pois antes havia inscrições com limite de vagas, e agora se classificam as melhores equipes de cada fase regional”, informa o superintendente.
As outras quatro disputas regionais tiveram com sedes os municípios de Campo Verde, Pontes e Lacerda, Juara e Querência. Dividida por modalidades, a etapa estadual ocorrerá no município de Sorriso, de 16 a 19 de novembro (futsal e handebol) e de 23 a 26 de novembro (basquetebol e voleibol).
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.