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Especialistas, secretário e pesquisadores da UFMT avaliam impactos e medidas sobre a situação climática na capital

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Estudiosos da Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável apresentaram dados e soluções a médio e longo prazo para amenizar a situação climática que tem afetado Cuiabá. A audiência foi requerida pelo vereador Luis Cláudio Sodré, no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá, na sexta-feira (1).

A iniciativa teve por objetivo discutir  ações, programas e projetos que reflitam  com vistas a minimizar a elevada temperatura. Em comum, os  representantes reconheceram que a Prefeitura de Cuiabá vem desenvolvendo ações com esse propósito e defendem ainda a necessidade de políticas públicas conjuntas entre executivo, legislativo e técnicos da UFMT.

‘Não podemos combater o El Niño, que está fora do nosso alcance, mas minimizar o efeito das ondas de calor para nós cuiabanos, isso teremos que fazer. Políticas públicas reais, não de governantes, mas permanentes. Plantio de árvores, telhados verdes, calçadas verdes e a preservação de nossas riquezas naturais’, pontuou o autor da audiência pública, vereador Luis Cláudio.

Debater sobre o clima é muito importante, e no ambiente onde as leis são criadas para o município é oportuno. ‘Falar do Plano de Arborização da cidade é muito pertinente. A cidade vem sofrendo um crescimento muito acelerado, e com isso vem aumentando muito o calor que já é intenso pela nossa própria posição geográfica, estamos bem acima da linha do Equador, também numa depressão muito grande, e os ventos acabam não atingindo a cidade’, destacou Tony Schuring.

“Temos uma extensão de área muito grande, mas temos uma população pequena. Então, o índice de massa arbórea identificada por satélite, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Cuiabá está acima do indicado pela ONU (Organização das Nações Unidas). No entanto, Cuiabá tem muita ilha de calor, ou seja, a expansão da cidade, onde vem sendo tomada pela urbanização, acaba deixando essas ilhas de calor’, explicou.

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O enfrentamento para isso diz respeito a uma nova consciência voltada para a arborização, construções menos agressivas obedecendo a uma maior permeabilidade do solo, utilizando cores mais claras, adaptações das pessoas a horários para as atividades físicas, e a própria cidade com renovação de espelhos d’água, fontes e locais como parques arborizados para caminhadas. ‘Essa seria a receita, agora uma nova fase, adaptação. Eu creio que esse pico que o El Niño está dando é um alerta grande porque uma árvore que é plantada agora só vai nos fornecer um conforto térmico daqui aproximadamente 8 a 10 anos, é o tempo que ela vai poder produzir uma sombra, frutos e ajudar o fluxo gênico (migração). Arborização não é só conforto térmico, é também fluxo gênico, garantia de vida para as aves que migram por conta de queimadas’, frisou Tony Schuring.

Para a arquiteta, professora do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFMT e pesquisadora do Laboratório de Tecnologia e Conforto Ambiental da UFMT e do Programa de Pós-Graduação em Física Ambiental, Simone Berigo Büttner, a grande importância de debater o assunto é trazer soluções para mitigar os efeitos de aquecimento urbano, principalmente por causa das ondas de calor que têm sido vivenciadas ultimamente. ‘E a importância de estreitar as relações da comunidade acadêmica e as ações políticas porque a gente tem pesquisas, tem dados, já fizemos simulações e temos alguns resultados que podem contribuir com as tomadas de decisão do planejamento urbano, dos planos de arborização e de várias outras estratégias que podem contribuir para mitigar esse grande desconforto térmico’, revelou a doutora.

Segundo ela, ‘são necessárias ações conjuntas, multidisciplinares, com as ações políticas, a gente não consegue alcançar os resultados em pouco tempo conforme precisa e almeja’, declarou.

Além de Simone e Schuring, o professor Rodrigo Marques do departamento de Geografia da UFMT, que representou a reitoria da Universidade, também contribuiu com explanação de dados coletados ao longo dos últimos cem anos. Aliás, ficou demonstrado que o pico de graus que demorou um século  para subir, depois se repetiu em menos de três anos, marcando os mais de 43ºC que atingiu Cuiabá recentemente.

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Os conteúdos explanados detalharam estratégias para amenizar o calor, como o plantio adequado respeitando as árvores que são propícias para cada localidade, bem como o espaçamento entre elas. E as causas do aquecimento global que têm como principal causa o ser humano com a emissão de gases (automotivos e industriais).

Na oportunidade, o secretário Municipal de Meio Ambiente, Renivaldo Alves do Nascimento, relatou que o plantio de árvores frutíferas e típicas do cerrado vem ocorrendo em diferentes regiões da cidade, como praças, avenidas e calçadas. ‘A Prefeitura de Cuiabá vem trabalhando nesse sentido para plantar e replantar as árvores. Todos desejamos uma cidade melhor e com mais árvores, mais sombras’, frisou.

“Antes a preocupação era com o clina no futuro. Hoje já é com o presente. Precisamos de políticas públicas que amenizem o clima independente de governantes. Ações para os cuiabanos que aqui nasceram, que aqui viemos e que aqui queremos viver. O que vamos fazer, deixar a cidade mais quente ou criar políticas públicas. Temos que aproveitar o conhecimento dos técnicos que muito tem a contribuir com a sociedade”, resumiu o vereador Luiz Cláudio.

Estiveram presentes os vereadores Denilson Nogueira, sargento Joelson, Renivaldo Nascimento que está afastado por ocupar o cargo de secretário Municipal de Meio Ambiente. Também o secretário adjunto de Governo do município Rogério Bento, a secretária adjunta da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Abastecimento, Cácila Nassarden e Valdenir Ramos que representou o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro

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Crystal Ice lança bebida inédita sabor caju, feita com suco da fruta do Nordeste

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A Crystal, marca do Grupo Petrópolis, lança uma novidade no mercado de bebidas prontas para o consumo: a Crystal Ice Caju. A novidade chega ao mercado como a primeira bebida pronta, ou RTD (na sigla em inglês, ready to drink), feita com suco de caju proveniente de produtores do Nordeste.

Com distribuição a partir de abril, a bebida será comercializada em todo o território nacional, com foco no Nordeste do Brasil, onde a fruta muito apreciada. O novo produto passa a integrar a linha Crystal Ice, que já conta com os sabores Limão, Frutas Vermelhas e Frutas Amarelas.

Com sabor leve e refrescante, a Crystal Ice Caju é um drink produzido com vodca, saquê e o suco natural de caju, com 5% de teor alcoólico. A escolha do sabor reforça a proposta da marca em valorizar a regionalidade e os ingredientes brasileiros, destacando uma fruta típica do Nordeste e com forte valor cultural e afetivo.

A categoria de bebidas prontas para consumo tem registrado um crescimento nos últimos anos. Em 2025, o segmento foi o que mais cresceu entre todas as categorias de bebidas alcóolicas em comparação com o ano anterior, com aumento de 11% em volume, segundo dados da Nielsen. Até 2030, a expectativa é que o mercado global de RTDs movimente cerca de US$ 85 bilhões, impulsionado principalmente pelos novos hábitos de consumo da Geração Z. A tendência reflete a busca dos consumidores por praticidade e novas experiências de consumo. O novo lançamento da linha Crystal Ice acompanha essa tendência.

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“Desenvolvemos a Crystal Ice Caju buscando unir praticidade, sabor e conexão com o Brasil. A novidade foi pensada para atender o público ávido por novidades, sem abrir mão da combinação de qualidade e bom custo-benefício, que é a essência da marca Crystal”, aponta Cristiane Rosa, Head de Marketing de Categorias e Consumer Insights do Grupo Petrópolis. “Além disso, o uso do suco de caju do Nordeste, reforça nosso olhar para a valorização de ingredientes nacionais e para a diversidade de sabores do país”, conclui.

A Crystal Ice Caju será produzida nas fábricas de Itapissuma (PE), Boituva (SP), Uberaba, Teresópolis (RJ) e Rondonópolis (MT), e estará disponível em garrafa transparente de 275ml, com uma tampa que não necessita de abridor.

SOBRE A CRYSTAL – Lançada em 1995 e adquirida pelo Grupo Petrópolis em 1998, a cerveja Crystal é uma marca reconhecida por sua leveza, refrescância e forte conexão com o público do interior do Brasil. Produzida com ingredientes selecionados, a marca mantém um alto padrão de qualidade, comprovado com a medalha de ouro no Beer Cup 2022. Em 2024, a marca lançou a linha Crystal Ice disponível em quatro sabores, sendo eles, limão, frutas vermelhas, frutas amarelas e caju.
Saiba mais em www.cervejacrystal.com.br

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SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Crystal Ice, Cabaré Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 140 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br

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