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Sem mágoa, Virginia quer diálogo com Eduardo Botelho

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A primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, afirmou que aguarda o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (União), para uma conversa para discutir o seu possível apoio à sua candidatura de prefeito em Cuiabá.

Em conversa com a Gazeta, Virgínia disse que, apesar de ter um carinho pelo chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ela respeita a decisão do União Brasil, do qual é a presidente de honra da ala feminina.

“Não falei com o Botelho, ele não me procurou ainda. Quero saber quais são as propostas dele para administrar Cuiabá, assim como qualquer cuiabano deseja saber de um político. Quero saber o compromisso dele com as causas sociais! Pois me preocupo muito com a população cuiabana por ser cuiabana”, disse a primeira-dama.

 

A declaração dela é uma abertura para uma conciliação com o presidente do Legislativo mato-grossense, uma vez que, desde as eleições de 2022, Virgínia chegou a criticar Botelho via imprensa.

Desde daquele ano, Virgínia Mendes passou a rebater o parlamentar por conta de sua cobrança mais incisiva para que o governador Mauro Mendes focasse o seu mandato em ações sociais e não apenas em obras.

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Diante da declaração, ela usou suas redes sociais para responder. “Muito me admira o senhor deputado fazer este tipo de cobrança, sendo que ele mesmo foi contra a distribuição de cestas básicas para pessoas que estavam passando fome”, disse na época.

A primeira-dama se referiu ao fato de um projeto de Lei que destinava recursos para a secretaria de Estado de Assistência Social na época da pandemia, onde Botelho decidiu debater o projeto antes de aprová-lo, demorando um pouco mais.

No dia da votação do 2º turno das eleições presidenciais de 2022, ela chegou a cravar que não apoiaria Botelho para prefeito.

Recentemente, no início do ano, a primeira-dama chegou a afirmar que apoiaria Fábio Garcia por ele ser ‘fiel’.

Contudo, o governador Mauro Mendes chegou a ouvir a primeira-dama sobre quem escolher como candidato. Diante do quadro que Mendes apresentou, Virgínia acabou concordando ser o melhor caminho a escolha.

Questionada se existiria ainda alguma rusga com Eduardo Botelho, ela foi direta. ‘Não tenho nenhuma mágoa. Só quero ouvir a proposta dela para Cuiabá na área social’, finalizou.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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