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Bandas de MT e atrações do rock nacional se apresentam no “Do Mato Festival”

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Com 12 horas de programação gratuita, o ‘Do Mato Festival’ acontece neste sábado (09.03) e domingo (10.03), das 16h às 22h, na Orla do Porto II, em Cuiabá. O evento de rock patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) contará com dez bandas regionais selecionadas, que dividem o palco com as lendárias Ratos de Porão e Extremunção.

Dentre as bandas selecionadas que se apresentam no Festival estão a Belina 5:15 AM, Tangará da Serra, e Caramel Dog, de Cáceres. A veterana do rap mato-grossense, Conduta do Gueto, e a banda de post rock Casanova também marcam presença no evento.

As demais bandas selecionadas e que fazem parte da programação do ‘Do Mato Festival’ são Khaali, Metrópole Sombrê, O Mormaço Severino, Homônimo e Silver Guy e Blues Band. Fechando a lista de atrações, a banda cuiabana Miolo D’América convida Anna Emília para o palco do festival.

Para Sara Castillo, vocalista da banda Khaali, a felicidade de ter sido selecionada para tocar no festival vai transparecer no palco.

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“Primeiramente foi a surpresa e a felicidade, mas nós viemos de uma cena de rock de 20 anos atrás em que mulheres fazendo musical autoral nesse gênero não eram muitas. Então é uma representatividade feminina que estamos clamando para o nosso lado. Pode ter certeza que lá no palco a gente vai mostrar que mulher também sabe fazer rock pesado”, enfatiza Sara.

Além de se apresentarem no festival, os dez escolhidos serão presenteados com a gravação de uma de suas faixas para compor a coletânea do evento. Todas as músicas ficarão disponíveis nas principais plataformas digitais.

O evento é uma realização da Associação Mato-grossense de Cultura (AMC) com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) por meio de emenda parlamentar do deputado Lúdio Cabral.

Atrações principais

A banda veterana do rock nacional, Ratos de Porão, é uma das atrações principais do Festival. Com clássicos do punk rock, o grupo volta a Cuiabá depois de 17 anos do último show na cidade. No ‘Do Mato Festival’ a banda apresenta seu 14° álbum de estúdio, o ‘Necropolítica’.

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Já a Extremunção foi formada em Cuiabá na década de 1990 e volta a agitar os headbangers da cidade em comemoração aos seus 30 anos de trajetória. O show contará com a participação de artistas da velha guarda do metal cuiabano. (Com Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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