MATO GROSSO
Conselheiro Antonio Joaquim participa de evento sobre programa de aperfeiçoamento de gestão de escolas no RJ
MATO GROSSO
O presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas de Mato Grosso (Copec/TCE-MT), conselheiro Antonio Joaquim, participou, na sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, do evento de apresentação do Programa Ciência e Gestão pela Educação (PCGE), organizado pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ).
A participação objetivou conhecer mais sobre o experimento de aprimoramento da gestão de escolas, na perspectiva de adesão ao programa. Durante a apresentação, foi detalhada a metodologia desenvolvida e aplicada na rede de ensino. O PCGE é resultante de um acordo técnico-científico entre o TCM-RJ, a Universidade de Cambridge e a Secretaria Municipal de Educação.
O programa completou seis anos de atividade e, somente em 2023, atendeu mais de 80 unidades escolares da rede de ensino do município do Rio de Janeiro. No TCM-RJ, o responsável é o conselheiro Felipe Puccioni, que apresentou o PCGE durante o evento.
Segundo o conselheiro Antonio Joaquim, todas as inovações que buscam o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à educação devem ser analisadas e aproveitadas, dentro do possível e conforme a realidade. “Não é errado copiar o que está dando certo, principalmente se for iniciativa de uma instituição pública similar. Por isso, estamos analisando o programa no âmbito da Comissão Permanente de Educação e Cultura.”
Antonio Joaquim participou do evento a convite do presidente do TCM-RJ e do Conselho Nacional dos Presidentes de Tribunais de Contas (CNPTC), conselheiro Luiz Antonio Guaraná. Também acompanhou a apresentação do PCGE o conselheiro Gilberto Pinto Monteiro, presidente do TCE-MG, e o conselheiro aposentado e presidente da Associação Brasileira de Tribunais de Contas de Municípios (Abracom), Thiers Montebello.
MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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