MATO GROSSO
Sem espinhos e resistentes a pragas, novas espécies de abacaxi desenvolvidas pela Unemat irão contribuir com avanço da produção em MT
MATO GROSSO
Duas novas variedades de abacaxi, desenvolvidas por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foram apresentadas durante a 7ª edição do Simpósio Brasileiro do Abacaxizeiro, que começou na terça-feira (21.05), em Tangará da Serra, e seguirá até esta quinta-feira (23.05).
O abacaxi é a terceira fruta mais produzida em Mato Grosso, atrás somente da banana e da melancia. A expectativa é aumentar ainda mais a produção da fruta com essas alternativas de espécies, chamadas de Unemat Rubi e Unemat Esmeralda, que são mais rentáveis ao produtor, já que não requerem aplicação de fungicidas e reduzem o custo do plantio.

O Simpósio é realizado pelo MT Horticultura, programa de extensão da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf), Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Seciteci), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), e Secretaria da Agricultura Pecuária e Abastecimento de Tangará da Serra.
O superintendente da Agricultura Familiar da Seaf, Luciano Gomes, afirmou que uma das vantagens dessas novas cultivares é a resistência à fusariose, principal doença do abacaxi que pode causar prejuízos de até 80% na lavoura, causada pelo fungo Fusarium.
“Outra grande vantagem é que as folhas são sem espinhos, o que facilita o manejo. A variedade tradicional mais plantada é o pérola, que tem espinhos e é suscetível à fusariose”, exemplificou.

A expectativa é multiplicar, a partir de 2025, as mudas para disponibilizar, em pequenos lotes, para agricultores familiares interessados em validar as espécies no campo.
O professor William Krause, coordenador do MT Horticultura, afirmou que com essas novas cultivares os produtores não precisarão gastar com fungicida, tornando a produção da cultura mais lucrativa.
“O produtor tem um custo alto com defensivos agrícolas e mão de obra, então, com essas cultivares, ele não vai precisar aplicar nada para o controle da fusariose. Ela é totalmente resistente, então ele vai economizar e ter uma cultura mais sustentável ambientalmente”, declarou.
O Programa de Melhoramento Genético do Abacaxizeiro da Unemat teve início em 2012 com a implantação do Banco Ativo de Germoplasma (BAG), resultando em 2024 no lançamento comercial das cultivares Unemat Esmeralda e Unemat Rubi.
MATO GROSSO
Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá
O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.
O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.
Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.
Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.
Alex Rodrigues propõe comissão permanente
Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.
Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.
Curitiba é citada como exemplo
Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.
Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.
Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.
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