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Gaepe-MT solicita que ALMT adeque proposta da LDO 2025 para garantir recursos para creches

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O Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política Pública da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT) solicitou a adequação da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias  Estadual (LDO) de 2025 por meio da destinação de recursos específicos às creches no estado. Conforme ofício apresentado na Assembleia Legislativa (ALMT) nesta terça-feira (9), o texto está em desconformidade com o Plano Plurianual (PPA) do quadriênio 2024-2027.

A norma, aprovada no ano passado, estabelece o repasse de R$ 444 milhões para a construção de creches ao longo de quatro anos, considerando investimentos anuais no setor de R$ 122 milhões. O valor, contudo, não está previsto na atual versão do Projeto de Lei da LDO do Estado, para 2025, que começou a ser discutido nesta data em audiências públicas no Legislativo.

Foi o que explicou o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, que representa o órgão no Gaepe-MT, ao registrar o pedido junto à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). “Considero que não haverá nenhuma dificuldade em se fazer essa alteração, é só cumprir a Lei do PPA (2024 – 2027), que já está consignada”, avaliou.

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Demanda foi apresentada ao presidente da CCJR, deputado Júlio Campos. Clique aqui para ampliar

Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do TCE-MT, o conselheiro também destacou que o estado registra um déficit de 12.175 vagas em creches e chamou a atenção para a urgência de ações voltadas às crianças de 0 a 6 anos. “A criança nesta idade que não recebe o tratamento e a educação adequados será um cidadão com baixo rendimento educacional sequelas emocionais irreversíveis. Há alguma coisa mais importante que resolver um problema dessa magnitude?”, indagou.

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Autor da emenda que garantiu os repasses para as creches, o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, assegurou que as mudanças na LDO, que ainda passará por primeira e segunda votação, também serão feitas na Lei Orçamentária Anual (LOA). “Isso não pode mais sair do orçamento, é um investimento no futuro, no cidadão. O Estado tem condições hoje para isso e tenho certeza de que todos os deputados vão aprovar”, disse Eduardo Botelho.

Posicionamento reforçado pela deputada Janaína Riva. “Se não fosse o Tribunal de Contas capitaneando essa discussão, o projeto não sairia do papel. Nossa preocupação é com o desenvolvimento educacional dessas crianças, que dependem de um ambiente com profissionais capacitados para educar e ajudar a desenvolver seu sistema cerebral, que está em construção”, disse.

Durante a reunião, as autoridades apontaram que a falta de vagas nas unidades de educação infantil pode ser de até 30 mil em Mato Grosso, o que coloca em jogo o progresso do estado, já que o desenvolvimento e qualidade de vida de milhares de crianças e de suas famílias está comprometido. A preocupação foi respaldada no ofício entregue aos parlamentares por 17 instituições que fazem parte do Gaepe-MT.

É o caso do Tribunal de Justiça (TJMT), representado na ocasião pelo juiz auxiliar da presidência, Túlio Duailibi Alves de Souza. “Se crianças e adolescentes já têm garantia constitucional de prioridade absoluta, a primeira infância é a prioridade da prioridade. Por isso é importante discutir o tema com Estado, União e Municípios, como os três entes responsáveis pela formação do ser e pela execução de políticas públicas”, pontuou.

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Representantes do Gaepe-MT participaram da reunião. Clique aqui para ampliar

Além do TCE-MT e do TJMT, assinaram documento o Instituto Articule, Ministério Público de Contas (MPC), Ministério Público do Estado (MPE), Defensoria Pública do Estado (DPE-MT), Secretaria de Estado da Educação (Seduc-MT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social do Estado de Mato Grosso (Coegemas-MT), Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE/MT), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems/MT), e União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Estado de Mato Grosso (UNCME-MT).

Orçamento 

A mobilização entre as instituições que integram o Gaepe-MT garantirá o repasse de cerca de R$ 20 milhões para a construção de 15 creches em 14 municípios. O anúncio foi feito pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta, em reunião com o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, nesta terça-feira (9). O montante é parte dos R$ 122 milhões destinados à construção e ampliação de unidades de educação infantil previstos na LDO de 2024 e será aplicado pelo Executivo estadual ainda neste ano.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Férias de julho elevam expectativa de faturamento para maioria dos bares e restaurantes

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Mais da metade dos bares e restaurantes brasileiros espera aumentar o faturamento durante as férias escolares de julho. Segundo pesquisa da Abrasel, 54% dos empresários projetam crescimento nas vendas em relação a um mês comum, sem datas comemorativas ou grandes eventos. Desse total, 44% estimam alta de até 20%, enquanto 10% acreditam em expansão superior a esse percentual.

Na comparação com as férias de julho do ano passado, o cenário também é positivo. Para 58% dos entrevistados, o faturamento será maior neste ano. Outros 22% acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto apenas 10% esperam retração.

O otimismo está relacionado ao impacto que o período costuma ter sobre o fluxo de consumidores. Para 49% dos empresários, as férias de julho são importantes ou muito importantes para o desempenho do negócio. Entre os principais motivos apontados estão o aumento da chegada de turistas e visitantes (49%) e as mudanças na rotina das famílias durante o recesso escolar (43%).

No entanto, o efeito das férias não é uniforme. Em cidades menos turísticas, parte dos bares e restaurantes tende a registrar redução no movimento, o que explica por que 28% dos empresários considera que o período tem pouca ou nenhuma importância para o faturamento.

Para Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT, os dados mostram que o empresário mato-grossense está otimista para este mês de julho, ainda que nosso estado tenha mais gente saindo do que entrando neste período, o mês das férias escolares tende a ter um aumento no fluxo de consumidores, criando um cenário favorável para bares e restaurantes. “A expectativa é de um movimento mais intenso, especialmente para os estabelecimentos que investirem em experiências e atendimento de qualidade para atrair famílias e grupos de amigos”, destaca ele.

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“Julho redistribui o consumo pelo país. Enquanto algumas cidades sentem a queda no movimento porque parte da população viaja, destinos turísticos vivem um dos períodos mais intensos do ano. Cidades associadas ao inverno, como Gramado, Campos do Jordão e Monte Verde, recebem mais visitantes e transformam essa sazonalidade em uma oportunidade para reforçar o caixa e compensar os meses de menor movimento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Copa do Mundo e turismo reforçam cenário favorável

Além das férias escolares, o setor também tem sido beneficiado pela Copa do Mundo, que vem movimentando especialmente os bares nos dias de jogo. Os bons resultados da seleção brasileira aumentam a expectativa do público e devem ajudar a manter os estabelecimentos mais cheios em julho.

Outro fator positivo é o bom momento do turismo internacional. Entre janeiro e maio, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, valor recorde para o período e 11% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.

“A Copa sempre muda o clima do país, e a expectativa é de que o Brasil faça uma grande campanha, chegue à final e conquiste o hexa para completar a festa. Somada às férias de julho e ao aumento do fluxo de turistas, a competição deve seguir enchendo as mesas, reunindo as torcidas e impulsionando o movimento nos negócios”, destaca Solmucci.

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Maio registra desempenho positivo

A pesquisa da Abrasel mostrou ainda que os empresários encerraram maio com indicadores favoráveis. O mês terminou com 39% das empresas operando no lucro. Outras 41% registraram equilíbrio financeiro, enquanto 19% tiveram prejuízo. Na comparação com abril, quase metade dos estabelecimentos (47%) informou crescimento no faturamento. Para 27%, a receita permaneceu estável, enquanto 25% registraram queda. 1% das empresas não existiam em maio.

“Maio costuma ser um mês muito importante para bares e restaurantes porque conta com o Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do setor. O fato de quase metade das empresas ter conseguido ampliar o faturamento em relação a abril mostra resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e forte pressão sobre o caixa”, afirma Solmucci.

Os dados do estudo mostram que apenas 8% dos empresários conseguiram reajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses. Outros 57% reajustaram conforme ou abaixo da inflação, enquanto 35% não conseguiram fazer qualquer reajuste.

A pressão sobre o caixa também aparece na inadimplência. De acordo com o levantamento, 37% dos estabelecimentos possuem algum pagamento em atraso. Entre eles, os principais débitos são impostos federais, mencionados por 75% dos empresários, seguidos pelos tributos estaduais, citados por 44%.

 

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