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Após dias de calor recorde, Brasil tem alerta para tempestades; veja quando temperatura baixa nas capitais
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Depois do pico da onda de calor na quinta-feira (16), boa parte do Brasil deve ter fortes chuvas nos próximos dias. Nesta quinta, o Inmet emitiu um alerta de “perigo potencial” para tempestades para sete estados e o Distrito Federal.
O alerta foi feito para São Paulo, Minas Gerais (no Triângulo Mineiro e faixa oeste e sul), Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e o Distrito Federal .
De acordo com o Climatempo, os temporais devem seguir intensos no Sul e se espalhar para as demais regiões do país ao longo desta sexta-feira (17) e durante o fim de semana.
Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que já vinham registrando altos acumulados de chuvas nos últimos dias, estão sob aviso de “grande perigo” por conta das tempestades. Em Santa Catarina, a Defesa Civil emitiu um alerta para o risco de alagamentos e deslizamentos por causa dos temporais.
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Estados com aviso de “perigo potencial” para tempestades. — Foto: INMET
Segundo o meteorologista do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, Bruno Bainy, o ar seco dos últimos dias contribuiu para a manutenção do tempo estável e fez com que as temperaturas disparassem.
🔥Os termômetros com marcas recordes da última semana são consequência da quarta onda de calor deste ano. Ainda que comum com a aproximação do verão, este ano o fenômeno foi intensificado por um El Niño considerado atípico e pelos efeitos do aquecimento global.
Com a entrada de gradual de umidade no país, criou-se um sistema que favorece o desenvolvimento de tempestades.
“Esse calorão em excesso que ocorreu foi potencializado pelos dias de maior estabilidade e serviu de combustível para esses temporais que a gente vem tendo desde a virada de terça para quarta”, explica Bruno Brainy.
Temperaturas seguem altas
Apesar da previsão de tempestades, as temperaturas devem ter uma queda mais significativa somente a partir de domingo. Nesta sexta, algumas capitais ainda devem registrar temperaturas próximas aos 40°C, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Segundo a previsão do Climatempo, em Cuiabá, por exemplo, os termômetros podem chegar a 42°C. Já em Goiânia, a máxima prevista é de 39°C.
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Com a formação e o avanço da frente fria, as máximas devem baixar gradativamente, com um alívio sendo sentido a partir de domingo. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, que registraram recordes de calor na última semana, a expectativa é que a máxima caia 10 graus entre sábado e domingo.
Veja abaixo a previsão do tempo para as capitais nos próximos dias:
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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