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Solidariedade e empreendedorismo

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Como empresário e gestor público, tenho observado de perto os desafios que nossa querida Cuiabá enfrenta diariamente.

É evidente que, para promover um verdadeiro desenvolvimento, precisamos adotar uma abordagem multifacetada que envolva tanto a solidariedade social quanto o fortalecimento da nossa rede empresarial.

Primeiramente, precisamos urgentemente de uma rede de solidariedade que una esforços contra a miséria. A pobreza extrema não é apenas um problema econômico, mas um reflexo das desigualdades sociais que persistem em nossa cidade.

Uma rede de solidariedade robusta pode promover ações coordenadas entre organizações não governamentais, iniciativas comunitárias e o próprio poder público, visando fornecer suporte às pessoas em situação de vulnerabilidade. Isso inclui programas de alimentação, moradia digna, e, crucialmente, políticas de combate às “cracolândias” que assolam nossas ruas.

Em paralelo, é fundamental que desenvolvamos uma rede empresarial forte e comprometida com a qualificação profissional. Empresas bem-sucedidas têm um papel crucial na transformação social e econômica de uma cidade.

Através de programas de capacitação e qualificação, podemos preparar nossos jovens e adultos para os desafios do mercado de trabalho, promovendo um ciclo virtuoso de empregabilidade e desenvolvimento pessoal. Um trabalhador bem qualificado é um ativo valioso para qualquer empresa e, por consequência, para nossa cidade.

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Além disso, para que Cuiabá se torne um polo de atração de novos investimentos, é imperativo que estabeleçamos um grande pacto entre o poder público e a iniciativa privada.

Esse pacto deve focar na desburocratização e na criação de um ambiente propício para o desenvolvimento de negócios. Reduzir a burocracia não significa afrouxar as regulamentações, mas sim tornar os processos mais eficientes e transparentes, facilitando a abertura e operação de empresas, e, com isso, atraindo novos investidores.

Imagino uma Cuiabá onde a solidariedade e o empreendedorismo caminhem juntos. Onde cada cidadão tenha acesso às oportunidades necessárias para crescer e prosperar, e onde as empresas encontrem um ambiente favorável para se desenvolver e contribuir para o bem-estar coletivo. Juntos, podemos construir uma cidade mais justa, inclusiva e próspera para todos.

ALEX RODRIGUES é empresário e ex-secretário-adjunto de Obras de Cuiabá.

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Quando o crédito vira sobrevivência

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Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.

Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.

O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.

O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.

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Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.

Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.

Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.

Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.

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Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.

Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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