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CDL Cuiabá recebe prefeito eleito e apresenta demandas para fomentar comércio

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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá) recebeu o prefeito eleito, Abilio Brunini, para discutir temas relacionados ao desenvolvimento do comércio varejista na capital. O encontro, que ocorreu na última sexta-feira (8), também contou com a participação da senadora Margareth Buzetti e da vereadora eleita por Cuiabá, Samantha Iris.

Aos empresários, Brunini, que assume o Palácio Alencastro em 2025, se comprometeu a desburocratizar processos para fomentar o ramo da construção civil. A partir do ano que vem, engenheiros e arquitetos não precisarão de autorização da Prefeitura de Cuiabá para executar seus projetos. O objetivo é criar um ambiente mais favorável para investimentos e tornar Cuiabá uma cidade atrativa para novos projetos e empreendimentos.

A iniciativa faz parte do projeto Destrava Cuiabá, que integra o plano de governo do prefeito eleito.

Para o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam, a medida ajuda a alavancar o progresso do setor na capital e no estado, o que gera mais empregos e renda. O representante também aproveitou a ocasião para cobrar outras pautas sensíveis aos segmentos de comércio e serviços, como a suspensão da cobrança da taxa do lixo.

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O custo mensal é de R$ 10,60 para imóveis que recebem o serviço de coleta domiciliar de lixo três vezes por semana e R$ 21,20 para aqueles onde a frequência é de seis vezes por semana.

Outra demanda da CDL Cuiabá é a extinção do alvará de publicidade aplicado às empresas do segmento. A cobrança, vigente em Cuiabá desde dezembro de 2017, estabelece valores de alíquotas para exploração de publicidade em logradouros e locais expostos ao público.

“Ambas as revogações seriam muito bem-vindas para o comércio cuiabano por permitir que os empreendimentos tenham mais condições de expandir e se desenvolver, gerando mais empregos e renda. Estamos à disposição para colaborar sempre dentro do nosso propósito, que é unir forças para transformar Cuiabá no melhor lugar para empreender e morar”, enfatiza.

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Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.

A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.

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Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.

A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.

“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.

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Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.

O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.

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