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Coronel Mendes revela que candidatos foram coagidos por faccionados durante as eleições

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Nos últimos dias, o futuro prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL) trouxe à tona uma denúncia sobre a possível interferência do Comando Vermelho nas eleições da cidade, envolvendo supostas pressões exercidas sobre eleitores e candidatos para a escolha de vereadores.

O relato sugere que a facção criminosa estaria buscando influenciar as escolhas políticas de comunidades em Cuiabá.

Em resposta às alegações, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Alexandre Corrêa Mendes, confirmou a situação e disse que nas eleições municipais de Cuiabá e Várzea Grande, a PM recebeu denúncias de candidatos impedidos de entrarem em determinados bairros, onde faccionados estavam atuando.

“Nós tivemos problemas pontuais, sérios, onde candidatos tentaram, por exemplo, fazer reuniões políticas partidárias em determinados bairros. E esses candidatos foram ameaçados para não entrar nesses bairros em Cuiabá e Várzea Grande”, explicou o coronel, evidenciando o controle que algumas facções exercem em determinadas áreas da cidade.

Para esses casos, a Polícia Militar tem atuado de forma a proteger os candidatos e assegurar que possam cumprir suas agendas de campanha com segurança, mas a influência crescente das facções ainda se mantém como um desafio constante para as forças de segurança.

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Mendes destacou a necessidade de uma investigação minuciosa, embora essa competência normalmente seja da Polícia Civil.

“Olha, não conheço as denúncias do prefeito eleito Abílio, não a conheço, só comunicações através do meio de comunicação”, afirmou o coronel.

Ele destacou ainda que, por ser uma denúncia de natureza grave e de interesse público, merece atenção especial das autoridades competentes.

O coronel frisou a importância de esclarecer a veracidade das alegações, que apontam para uma possível infiltração de interesses criminosos na política local.

“Uma pessoa que vai representar o município de Cuiabá e foi escolhida pelo povo cuiabano… É uma denúncia que tem que ser apurada, uma denúncia grave, envolve ali um parlamento municipal onde tem pessoas que foram eleitas com certeza ali dentro dos princípios legais. Agora, se tiver alguém ali realmente, tem que ser identificado, tem que ser inclusive investigado”, concluiu Mendes.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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