MATO GROSSO
Documentário sobre Floresta Amazônica é exibido no Cine Teatro gratuitamente
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Com Leonardo DiCaprio entre os produtores, o documentário “Somos os Guardiões”, que traz à tona questões sobre a Floresta Amazônica, faz parte da programação do Cine Teatro Cuiabá. A agenda de eventos culturais nos espaços da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) inclui ainda espetáculo estrelado pelo ator global Amaury Lorenzo, peça baseada na pesquisa sobre lixo eletrônico, exposição de Orixás, e visitações a museus. Confira:
Documentário “Somos Guardiões”
Em cartaz no Cine Teatro Cuiabá nesta quinta-feira (25.01), às 19h30, o documentário “Somos Guardiões” acompanha o guardião florestal Marçal Guajajara e a ativista Puyr Tembé enquanto eles lutam para proteger a Amazônia e os povos indígenas. A entrada é gratuita.
O filme une política, história, economia e ciência, trazendo à tona questões sobre a Floresta Amazônica, como seu papel fundamental na estabilidade do clima global e os impulsionadores econômicos do desmatamento.
Com Leonardo DiCaprio entre os produtores e produzido pelo vencedor do Oscar, Fisher Stevens, o audiovisual é dirigido pelo ativista indígena Edivan Guajajara e pelos cineastas ambientais Chelsea Greene e Rob Grobman.
Espetáculo Jantar
Com entrada gratuita, a peça teatral “Jantar” será apresentada de quinta (25.01) a sábado (27.01), às19h30, no Cine Teatro Cuiabá. A reserva de ingressos está sendo feita pelo site do Coletivo Spectrolab.
A dramaturgia do espetáculo é baseada na pesquisa de materiais e lixo eletrônico. Aliadas a um contexto de consumo excessivo e de danos ambientais, as novas tecnologias ressoam no quotidiano de uma família que vive numa aldeia e trabalha à mercê de uma fábrica.
Espetáculo “A Luta” ![]()
Estrelado pelo ator global Amaury Lorenzo, o espetáculo é baseado na terceira parte do livro “Os sertões”, do escritor Euclides da Cunha. A apresentação acontece no domingo (28.01), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá. Os ingressos podem ser comprados online.
O monólogo conta sobre as batalhas ocorridas em Canudos, em 1896, entre os homens e mulheres chefiados por Antônio Conselheiro e as forças militares da recém-proclamada República do Brasil.
Exposição Orixás
Até o dia 31 de janeiro, a população pode apreciar a exposição Orixás no foyer do Cine Teatro Cuiabá, das 8h às 22h. Com entrada gratuita, a mostra apresenta bonecas vestidas de divindades de nações africanas incorporadas por religiões brasileiras de matriz africana.
A exposição é organizada pelo Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune-MT) e tem como objetivo promover o entendimento e combater os preconceitos em torno das religiosidades de matriz africana.
Visitação a Museus![]()
Aberto para visitação de segunda a sexta-feira e com entrada gratuita, o Museu Residência dos Governadores expõe itens que oportuniza uma viagem pela história da política mato-grossense. Além de abrigar mobiliários e objetos de decoração da casa que serviu de moradia aos chefes do Poder Executivo Estadual nas décadas de 40 a 80, a edificação possui um valor histórico e arquitetônico.
O Museu Residência dos Governadores está localizado na região central de Cuiabá e a visitação pode ser feita das 9h às 12h, e das 14h às 17h30. Para grupos ou escolas, o agendamento deve ser feito previamente pelo telefone (65) 3321-6589.
Já no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, a visitação pode ser feita de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h, e o ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). O espaço dispõe de exposições do acervo remanescente da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, demolida em 1968, a sala do Santo Papa João Paulo II e o ambiente com mobiliários e objetos que pertenceram a Dom Aquino Corrêa.
O Museu de História Natural de Mato Grosso também está aberto para visitação de quarta-feira a domingo, no horário das 8h às 18h. A entrada é gratuita aos domingos e feriados, e nos demais dias, custa R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).
Dividida em quatro vertentes (Histórica, Arqueológica, Paleontológica e Etnológica), a exposição aborda temas como a origem da terra, as transformações na biodiversidade pré-histórica, as populações originárias mato-grossenses e a diversidade cultural dos povos indígenas.
Além das exposições, o Museu de História Natural conta com uma agenda de atividades gratuitas, que são realizadas aos finais de semana na extensa área verde. Com inscrições feitas antecipadamente pela internet, as próximas atividades são a Oficina de Desenho de Cenários Pré-Históricos e a Prática de Yoga.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.