MATO GROSSO
Empaer, e parceiros apresentam projeto de fomento à agricultura familiar em Lucas do Rio Verde
MATO GROSSO
Com a presença do presidente Renaldo Loffi, a Empaer será responsável pela assistência técnica no campo experimental da Unidade de Referência Tecnológica (URT), da Fundação Rio Verde de Pesquisa, com destaque para a produção de café. ;
Renaldo explica que das mudas produzidas no projeto uma delas será na variedade do clone robusta amazônica lançada recentemente em Rondônia. “É uma variedade que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de café, com índices de produtividade satisfatórios.
Segundo ele, o projeto é um pontapé para os produtores da região entenderem como é a cultura já que não há produção de café no município. “Assim como em outras parcerias, vamos unir forças para somar e tornar a região norte uma referência no grão, da mesma forma que hoje é a região noroeste. Foi selecionado o que há de mais recente em pesquisa e garantir que logo Lucas do Rio Verde tenha vários produtores acreditando na idéia”.
O prefeito Miguel Vaz destacou a importância da união de forças para estimular e auxiliar produtores rurais do município. ;“O projeto vem ao encontro com a nossa necessidade que é de ter produtor da agricultura familiar produzindo alimentos de qualidade e com assistência técnica”.
Ele reforça que a URT irá proporcionar durante todo ano a realização de dias de campo, onde o pequeno produtor irá participar do manejo e preparação do solo para desenvolver e aprimorar no município o que optar produzir. “Ele terá um conjunto de referências em um único lugar. Todos nós ganharemos com a parceria, que terá vários tipos de profissionais com a missão de fomentar a agricultura familiar”.
O presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, explica que ainda existe uma grande demanda por produtos para abastecer o mercado local. “Nosso objetivo é não depender da produção de frutas, legumes e hortaliças das regiões sul e sudeste do país. Existe potencial para atender a região norte de Mato Grosso, e o que a Fundação puder fazer por quem se apresenta com vontade de avançar nessa proposta, a gente apoia, junto com as autoridades locais que já atendem a esses produtores, nisso a Empaer e a Embrapa se destacam”.
A chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril Laurimar Gonçalves Vendrusculo, também reforça a parceria e a sua importância na produção de alimentos de qualidade. “Podem contar com a Embrapa Agrossilvipastoril que vem para somar e que possamos alavancar ainda mais a questão dos sistemas produtivos sustentáveis”, diz ela.
A solenidade de lançamento do projeto aconteceu no estande da prefeitura durante o Show Safra e contou ainda com a participação de autoridades locais, deputados estaduais, servidores da prefeitura, técnicos da Empaer e público em geral. ; ;
Frutífica e Apilucas
Em mais uma ação de parceria, a Empaer e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) junto com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente estão participando dos projetos Frutífica Lucas e Apilucas.
A iniciativa foi formalizada por meio da lei municipal 3.392 e tem o objetivo de incentivar a implantação de pomares de frutas tropicais, inserindo na paisagem e na cultura do município, gerar emprego e renda nas propriedades rurais, além de evitar o êxodo rural, pela falta de emprego e renda. ;
No início da semana, a Empaer fez a entrega de 64,6 mil mudas frutíferas e 60 caixas de abelhas. Entre as mudas estão as culturas de: mamão, abacate, limão-taiti, tangerina (ponkan), banana-nanica, banana-da-terra, abacaxi e pitaia.
As 60 caixas de abelhas doadas pela Seaf, pelo Programa MT Produtivo-Apicultura, estão sendo repassadas aos produtores luverdenses por meio da Prefeitura. ;
Após a entrega das mudas e das caixas, os agricultores terão o acompanhamento técnico intensificado pelos profissionais da Prefeitura e Empaer. ;
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.