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Encontro Estadual de Prevenção ao Assédio no Serviço Público terá seis palestras

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A programação do 2º Encontro Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual no Serviço Público terá seis palestras estilo “TED talks”. O evento será realizado na terça-feira (17.10), das 13h30 às 17h, no auditório da CGE-MT, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá (MT), como parte do Programa de Integridade Pública do Governo de Mato Grosso (Integridade MT).

Uma das palestras será com a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, que também é presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do Poder Judiciário. Outra palestra será sobre “A relação entre o assédio e a naturalização da violência de gênero”, com a juíza de Direito Cristiane Padim da Silva, do TJMT.

“Como nasce um assediador dentro de nós” será o tema da explanação do professor de Filosofia e servidor da CGE-MT, Douglas Remonatto. Ele vai focar nas origens psicológicas, sociais e estruturais do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

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Outro assunto será “A escuta qualificada e o acolhimento no processo de acompanhamento psicossocial”. O tema será abordado pela gerente de Saúde e Segurança no Trabalho, Sandra Donati Silvério, e pela gerente de Informação em Saúde do Servidor, Wilma Novaes Teixeira de Oliveira, ambas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

“O papel da Ouvidoria na repercussão administrativa das denúncias” será outro assunto da programação. O tema será objeto de explanação da secretária-adjunta de Ouvidora-Geral e Transparência da CGE-MT, Karen Oldoni. Já o secretário-adjunto de Corregedoria-Geral da CGE-MT, Renan Zattar, vai falar sobre “O papel da Corregedoria na repercussão administrativa das denúncias”.

A programação terá ainda o lançamento de cartilha sobre assédio moral e sexual no trabalho e a apresentação do espetáculo “Sob Controle”, com o Grupo Circo Intenda.

As vagas presenciais para o evento já foram preenchidas. Agora, só há vagas para participar na modalidade online.

Apesar de a transmissão ser pelo YouTube da CGE, aberta a quem tiver interesse em assistir, as inscrições são necessárias para o servidor que quiser receber certificado de participação.

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As inscrições devem ser feitas até segunda-feira (16.10) por aqui: http://capacitacoes.controladoria.mt.gov.br/curso/622/2%C2%BA-ENCONTRO-ESTADUAL-DE-PREVENCAO-E-ENFRENTAMENTO-AO-ASSEDIO-MORAL-E-SEXUAL–ON-LINE

Acesse AQUI a programação completa do evento.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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